Pix sem internet e outras novidades do Banco Central

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 10/08/2026 19:40
Pix sem internet e outras novidades do Banco Central

Foto: via Valor Investe

O Pix deve ganhar novas formas de pagamento, funcionar em situações sem acesso à internet e incorporar novos mecanismos contra golpes e fraudes nos próximos anos. Em relatório sobre a evolução do sistema, divulgado recentemente, o Banco Central (BC) detalhou projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, embora não tenha informado quando cada novidade chegará aos usuários.

Uma das mudanças mais perceptíveis no dia a dia deve ser o avanço do Pix por aproximação para pagamentos sem internet. O BC estuda permitir que uma transação seja iniciada sem conexão do pagador. A ideia é ampliar também os dispositivos que podem ser usados: além do celular, cartões, relógios, pulseiras e outros aparelhos com tecnologia NFC poderão iniciar o pagamento. Até cartões com chip poderão ser incorporados futuramente.

Outra frente é a cobrança híbrida, que reunirá boleto e Pix no mesmo documento. Na prática, ao receber uma conta, o consumidor poderá escolher entre pagar pelo código de barras ou escanear o QR Code do Pix. A possibilidade já existe em soluções oferecidas pelo mercado, mas o BC trabalha na padronização das regras e da experiência para os usuários.

O Pix Automático também deverá ser ampliado. Entre as possibilidades estudadas estão seu uso em contas salário, pagamento parcial de cobranças, pagamentos sem periodicidade previamente definida e portabilidade das autorizações entre instituições. Há ainda planos para facilitar o Pix internacional. O BC avalia conectar o sistema brasileiro diretamente a plataformas de pagamentos instantâneos de outros países, o que poderia permitir compras e remessas internacionais com conversão para a moeda local em poucos segundos e potencial redução de tarifas.

Na segurança, uma das novidades em estudo é um indicador de probabilidade de fraude, calculado pelo BC em tempo real com uso de aprendizado de máquina. A informação poderia ser enviada aos bancos para reforçar seus sistemas antifraude, embora a decisão de bloquear ou autorizar a operação continuasse sendo de cada instituição. O BC ressalta que a disponibilização do indicador ainda dependerá dos testes do modelo e de avaliação jurídica.

O BC também pretende padronizar os alertas de golpe exibidos pelos bancos antes de operações suspeitas, estabelecer critérios mínimos para identificar transações com indícios de fraude e ampliar sua capacidade de bloquear ou excluir chaves Pix problemáticas. O avanço das funcionalidades acompanha uma expansão expressiva do uso. Em 2025, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, alta de 25,7% em um ano, movimentando mais de R$ 35 trilhões, crescimento de 33,8%.

Com informacoes de Valor Investe.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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