Pai e três filhos são presos como mandantes de emboscada que matou cobradores de dívida no Paraná, afirma delegado
Antônio Buscariollo, Paulo Ricardo Costa Buscariollo e os filhos Carlos Henrique e Carlos Eduardo foram identificados como os principais suspeitos das mortes de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza, ocorridas em Icaraíma, Paraná.
Na quarta‑feira, 19, o juiz responsável homologou as prisões temporárias de Antônio, Paulo e Carlos Henrique após as audiências de custódia; os três permanecerão detidos no estado de São Paulo, conforme solicitado pela defesa. Carlos Eduardo já se encontrava preso em São Bernardo do Campo (SP) por outro processo.
O crime remonta ao dia 4 de agosto de 2025, quando os quatro homens viajaram de São José do Rio Preto (SP) a Icaraíma (PR) para cobrar da família Buscariollo uma dívida de R$ 255 mil. Eles foram vistos pela última vez no dia seguinte e, depois de mais de um mês, os corpos foram localizados enterrados em um bunker.
Segundo o delegado Leonardo Martinez, da Polícia Civil do Paraná (PC‑PR), o mandante da ação foi Carlos Henrique Buscariollo, que foi localizado e preso em Santa Bárbara do Oeste (SP). Martinez declarou que Carlos Henrique, ao ser informado da presença dos cobradores, agiu “com sentimento de soberania” e decidiu executar a ordem, acrescentando que “autor é aquele que manda matar também”.
A polícia não descarta a participação de outras pessoas, mas optou por não divulgar nomes adicionais para não comprometer as investigações. Até o momento, a dinâmica exata do crime e o papel de cada suspeito não foram divulgados.
A defesa dos acusados informou, em comunicado, que possui provas de que Carlos Henrique Buscariollo não teria envolvimento no caso e que Carlos Eduardo não responde por tráfico de drogas, como havia sido mencionado em coletiva da PC‑PR.
Os dois primeiros suspeitos, Antônio e Paulo, estavam foragidos há mais de um ano e constavam na lista vermelha da Interpol. Eles foram capturados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP) após monitoramento e planejamento da PC‑PR, liderado pelo delegado Thiago Teixeira, que relatou que os fugitivos tentaram fugir durante a operação.
Investigações revelaram que a dívida estava vinculada à venda de uma propriedade rural por Alencar à família Buscariollo. O pagamento deveria ser feito em dez notas promissórias de R$ 25 mil cada, nenhuma das quais foi quitada. Caso os cobradores recebessem o valor, teriam direito a metade da quantia arrecadada.
Uma das vítimas chegou a enviar um áudio para a esposa, confirmando a tentativa de cobrança antes de desaparecer.
Com informacoes de G1.

