Ouro registra alta superior a 5% na semana após intervenção do Tesouro dos EUA nos Treasuries
O ouro avançou 2% na sessão de sexta‑feira (21) e, ao longo da semana, acumulou alta superior a 5%, reflexo das incertezas que cercam a economia dos Estados Unidos, da recente intervenção do Tesouro nos Treasuries de longo prazo e da disparada da dívida pública norte‑americana. Não é a primeira vez que vemos esse movimento; como já abordamos em 11 de agosto, o metal tem reagido a contextos macroeconômicos voláteis.
Na COMEX, segmento de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro encerrou o dia em alta de 2,4%, cotado a US$ 4.680,60 por onça‑troy, o que representa um ganho semanal de 5,5%. Já a prata para setembro avançou 2,1%, sendo negociada a US$ 69,53 por onça‑troy, com um desempenho semanal de 6,8%.
Segundo a consultoria Capital Economics, a virada tem origem nas recentes incursões do Tesouro dos EUA nos mercados de câmbio e de títulos, bem como na desvalorização do dólar. A possibilidade de novas surpresas por parte dos formuladores de políticas americanas pode manter a pressão sobre a moeda e sustentar os preços do ouro no curto prazo, enquanto o legado da intervenção no iene deve reforçar a atratividade do metal como reserva para bancos centrais no futuro.
O Commerzbank ressalta que a recente alta dos preços de energia não se mostra, no momento, um fator determinante, já que a demanda por ouro aumenta à medida que ressurgem as preocupações com o crescimento da dívida pública dos EUA. O banco ainda destaca que o preço do metal conta com suporte adicional proveniente do fluxo de capitais direcionado a ETFs de ouro.
Nos próximos dias, esses temas deverão dividir a atenção dos investidores com as perspectivas inflacionárias e a postura do Federal Reserve. O Commerzbank alerta que o ímpeto do rali pode perder força caso o deflator do índice de gastos com consumo (PCE) dos EUA continue indicando pressões de preços acima da meta, cenário que poderia reacender discussões sobre novos aumentos nas taxas de juros.
Com informacoes de Money Times.

