Oncoclinicas Registra Prejuízo de R$ 475 Milhões, Alta de 234% em Relação ao Mesmo Período do Ano Passado
A Oncoclinicas, empresa de saúde que passa por momento delicado na Bolsa, viu os seus números pioraram no segundo trimestre de 2026. De acordo com documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (14), o prejuízo da empresa saltou para R$ 475,7 milhões, alta de 234% em relação ao mesmo período do ano passado, quando reportou prejuízo de R$ 142 milhões.
Além disso, a empresa também registrou prejuízo de R$ 275 milhões quando se considera o resultado com itens não recorrentes, ante os R$ 62 milhões do ano passado. A Oncoclinicas busca o reperfilamento de dívidas financeiras quirografárias de aproximadamente R$ 5,1 bilhões, além de créditos intercompany.
Por outro lado, a companhia conseguiu terminar o trimestre com Ebitda (resultado operacional ajustado) positivo em R$ 34,2 milhões, alta de 170% contra o primeiro trimestre, com margem de 3,3%, mas queda de 85,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a Oncoclinicas, o número foi ajudado pela desalavancagem operacional do período, ocasionada pelo menor volume de atendimentos e, consequentemente, por uma menor receita, enquanto as despesas fixas permaneceram elevadas. A receita líquida atingiu R$ 1,0477 bilhão, queda de 28,5%, em uma “dinâmica relacionada ao volume de provisões de PCLD durante o trimestre”.
A empresa diminuiu ainda o número de procedimentos, que atingiu um total de aproximadamente 114 mil no segundo trimestre, marcando uma redução em relação aos períodos anteriores. O ticket médio cobrado dos pacientes cresceu 9,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado do repasse da inflação.
As despesas operacionais subiram 30%, para R$ 513 milhões. A empresa informou ainda que reconheceu alguns ajustes contábeis que impactaram “significativamente” o resultado. Entre eles, está um impacto não recorrente de anos passados, que gerou um efeito de aproximadamente R$ 72 milhões no trimestre.
A situação atual da Oncoclinicas é resultado de uma sucessão de eventos, sendo o principal deles a tentativa de expansão da companhia após sua oferta pública de ações (IPO) em 2021. Isso porque a empresa surgiu com tratamentos oncológicos como o core do negócio. No entanto, expandiu o foco de clínicas que realizavam diagnóstico e tratamentos, como radioterapia e quimioterapia, para uma parte de alta complexidade do tratamento oncológico.
A estratégia se voltou para aquisições de hospitais, mas não deu certo, dada a falta de expertise para gerir outras áreas hospitalares além da oncológica.
Com informacoes de Money Times.

