O Santos não reage: Peixe Cuca desabafa e pede reforços
O Santos foi a campo no começo da noite deste domingo, contra o Athletico, em casa, depois de os concorrentes terem jogado. Estava ciente de que se vencesse, pularia para a 14ª colocação, dois pontos à frente da zona de rebaixamento; se empatasse, ficaria com pontuação de Z-4, mas terminaria a rodada fora da área de queda, à frente do Inter no número de gols marcados.
Conforme os planos, escolheu o c. A derrota de 2 a 0, com dois gols de Viveros, colocou o Santos na zona de rebaixamento, confirmando uma rodada muito ruim para o clube da Vila Belmiro.
O Grêmio venceu o São Paulo; o Inter empatou fora de casa com o Palmeiras, líder do campeonato; o Vasco buscou um ponto, também como visitante, contra o Bahia. Dos grandes clubes que há algum tempo se debatem contra a queda (grupo no qual o São Paulo está doido para entrar), todos deram sinais de reação. Menos o Peixe.
Desde a volta do Brasileirão, a equipe de Cuca soma três resultados muito ruins no campeonato: antes, havia perdido para o Botafogo (2 a 1) e empatado em casa com a Chapecoense (2 a 2). As atuações reforçam o pessimismo. Mesmo na Copa do Brasil, em que conseguiu a classificação às quartas de final, o desempenho não foi exatamente animador.
A vitória de 1 a 0 sobre o Remo em Belém foi, em boa medida, consequência da expulsão prematura de um adversário, o zagueiro Marllon, na metade do primeiro tempo. Grêmio, Inter e Vasco também avançaram no torneio – e contra oponentes mais fortes: Mirassol, Corinthians e Fluminense, respectivamente.
É provável que um grande clube seja rebaixado – e é possível que sejam dois, talvez três. Neste começo de segundo turno, convém olhar ao redor e interpretar os sinais. O Inter, nos últimos quatro jogos, foi combativo ao extremo para eliminar o Corinthians na Copa do Brasil e empatar com Flamengo e Palmeiras.
O Vasco, em evolução desde a chegada do técnico Pedro Emanuel, não perde há seis partidas. O Grêmio, apesar de ainda jogar mal, ensaia mudar a maré com a entrada de reforços e o retorno de Villasanti ao time.
E o Santos? Contra o Athletico, a equipe comandada por Cuca saiu perdendo porque estava desordenada na defesa e não reagiu porque se mostrou afobada no ataque.
A torcida protestou no fim do jogo, enquanto o treinador implorava por reforços na coletiva de imprensa. Cuca tem alguma razão. A montagem do elenco, recheado de jogadores em curva descendente na carreira (Willian Arão, Rony, Gabriel Menino, sem falar em Neymar e Gabigol), foi falha.
Mas também é verdade que o treinador, há mais de cinco meses no cargo, tem tirado pouco futebol do grupo. Santos vai precisar de Neymar para os próximos jogos Em um cenário de zona de rebaixamento, transferban, três competições e irritação da torcida, o Santos precisará apelar para Neymar, novamente desfalque na última partida, desta vez por suspensão – sua qualidade poderia ter dado mais lucidez à equipe na busca por uma reação contra o Athletico.
Com informacoes de ge.

