Nuvens Artificiais Podem Enfraquecer El Niño

Por Theodoro Augusto Martins em Rio Verde, GO 03/08/2026 10:00
Nuvens Artificiais Podem Enfraquecer El Niño

Foto: via Olhar Digital

Os pesquisadores analisaram uma forma de enfraquecer os efeitos do El Niño antes que o fenômeno climático se intensifique. A proposta usa o clareamento artificial de nuvens no Oceano Pacífico para refletir mais luz solar, mas os próprios modelos apontam possíveis consequências indesejadas.

O estudo avalia uma alternativa de geoengenharia que poderia reduzir eventos extremos associados ao El Niño, embora a tecnologia ainda esteja distante de uma aplicação prática. Simulações mostram tentativa de “frear” o El Niño. O El Niño acontece quando as águas do Pacífico tropical oriental ficam mais quentes e alteram padrões climáticos em diferentes partes do planeta.

A pesquisa liderada por Jessica Wan, pesquisadora de pós-doutorado da Universidade de Chicago, analisou dois episódios históricos: os eventos de 1997–1998 e 2015–2016. Para isso, a equipe utilizou modelos computacionais capazes de simular como uma intervenção artificial poderia afetar o clima. A ideia seria espalhar partículas de sal marinho na atmosfera com navios equipados com bicos especiais.

Essas partículas ajudariam a aumentar o brilho das nuvens, fazendo com que uma parte maior da energia solar fosse refletida de volta ao espaço. Os pesquisadores identificaram que o momento da intervenção seria decisivo. Nas simulações, os melhores resultados apareceram quando o processo começava em junho e continuava até fevereiro do ano seguinte.

Entre os principais efeitos observados estão: Redução das alterações de temperatura associadas ao El Niño; Mudanças nos padrões de chuva em diferentes áreas; Diminuição de alguns efeitos extremos ligados ao fenômeno; Possíveis alterações climáticas fora da região do Pacífico.

Método ainda depende de avanços tecnológicos. Para Jessica Wan, pesquisadora de pós-doutorado da Universidade de Chicago e autora principal, o interesse da pesquisa está em entender como uma mudança no oceano poderia afetar a vida em terra.

Apesar dos resultados dos modelos, a técnica ainda enfrenta limitações importantes. Os equipamentos disponíveis atualmente não conseguem liberar partículas em volume suficiente. Mesmo com uma tecnologia adequada, seriam necessários aproximadamente 2.400 navios para produzir um efeito significativo.

Geoengenharia climática continua sendo controversa. As simulações também revelaram possíveis efeitos negativos. Enquanto algumas áreas poderiam ser beneficiadas pela redução do El Niño, outras poderiam enfrentar alterações contrárias, incluindo aquecimento em partes da Europa e da Ásia.

O estudo não avaliou o que aconteceria caso a intervenção fosse repetida continuamente para tentar controlar ciclos naturais do clima. A geoengenharia divide opiniões entre especialistas. Críticos temem que soluções desse tipo reduzam a pressão para diminuir emissões de gases de efeito estufa.

Wan, por outro lado, defende que a pesquisa precisa continuar. “Eu acho que seria irresponsável não fazer a pesquisa, considerando o contexto em que estamos”, declarou Wan.

Com informacoes de Olhar Digital.

Theodoro Augusto Martins

Sobre o Autor: Theodoro Augusto Martins

Theo é o nerd de plantão do MOTNAF.NEWS. Vive rodeado de gadgets, códigos e novidades — se tem chip, tela ou atualização, ele já testou. Acompanha lançamentos e o mundo tech com o olhar de quem realmente entende do assunto. De smartphones a inteligência artificial, nada passa despercebido por ele. Curte tanto a última placa de vídeo quanto as tretas de bastidores das big techs. Explica o complicado de um jeito simples, sem tecniquês chato. Testa, compara e te conta o que vale a pena de verdade. Seu compromisso é te manter atualizado e nunca deixar você pagar mico numa conversa de tecnologia. Cada matéria é feita pensando no leitor curioso. É MOTNAF.NEWS, é tecnologia de verdade.