Mulher dá à luz em Fernando de Noronha apesar da proibição de partos na ilha
Uma mulher deu à luz em Fernando de Noronha neste domingo, apesar da proibição de partos na ilha. Ela estava em trabalho de parto avançado. A paciente, que trabalha em uma pousada, negou a gestação de 41 semanas. Mãe e filho passam bem, mas o resgate aéreo está de sobreaviso.
Sem maternidade ou UTI, Fernando de Noronha exige que gestantes viajem ao continente na 28ª semana de gravidez, uma regra que gera debates na região. Nascimentos na ilha são raros: os últimos registros de partos no local ocorreram em 2021, de uma turista, e em 2018, após um hiato de 12 anos.
A restrição a partos na ilha é tema do documentário 'Proibido Nascer no Paraíso' e já motivou a transferência compulsória de uma gestante pela polícia em 2020. A paciente deu à luz no Hospital São Lucas, e segundo a Administração da Ilha, ela chegou à unidade de saúde sem informar que estava grávida.
A equipe médica realizou um exame de Beta HCG, que confirmou a gravidez de 41 semanas. O parto foi realizado pela equipe multiprofissional do Hospital São Lucas, seguindo os protocolos de atendimento. A paciente é moradora temporária de Fernando de Noronha e trabalha em uma pousada.
O hospital informou que a mãe e o recém-nascido estão em estado clínico estável e passam bem. Como medida preventiva, o Grupamento Tático Aéreo (GTA) foi acionado e permanece de sobreaviso para uma possível transferência da mãe e do bebê para uma unidade de referência no Recife, caso a equipe médica considere necessário.
A proibição de partos em Fernando de Noronha divide opiniões. Moradoras questionam o direito de terem os filhos na ilha, tema abordado no documentário 'Proibido Nascer no Paraíso'. Em maio de 2020, a empresária Alyne Dias Luna foi levada ao Aeroporto de Fernando de Noronha por policiais após se recusar a deixar a ilha para dar à luz.
Com informacoes de G1.

