Morte de criança de 3 anos em Palmas: Polícia investiga caso de 'muita violência'

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/08/2026 18:00
Morte de criança de 3 anos em Palmas: Polícia investiga caso de 'muita violência'

Foto: via G1

O menino Gustavo, de 3 anos, foi encontrado morto em uma casa na região norte de Palmas. De acordo com o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Eduardo Godinho, a criança sofreu 'muita violência' que levou à sua morte.

Godinho afirmou que a análise preliminar aponta que a causa da morte foi por laceração intestinal e uma hemorragia interna. 'Ele teve hemorragia interna e externa, o que levou a causa morte', explicou o diretor em entrevista à TV Anhanguera.

A criança foi encontrada em uma casa na região norte de Palmas após o pai, o advogado Igor Gustavo, procurar a Polícia Civil, afirmando que o filho supostamente teria morrido após começar a se afogar na piscina.

O inquérito policial foi aberto para apurar a possível participação do pai na morte do menino. Igor Gustavo foi ouvido e liberado após entregar as chaves do imóvel à polícia.

O delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios, afirmou que aguarda a conclusão dos laudos, mas informou que o pai da criança é investigado. 'Foi constatado alguns indícios de violência no corpo, e a DHPP foi acionada, e agora a gente está investigando para determinar se houve essa agressão [por parte] do pai ou se ali se deu, na verdade, um homicídio', comentou.

A defesa de Igor Gustavo afirma que ele estava com a criança na piscina em uma aparente situação de afogamento. Conforme a versão apresentada, ele retirou o menino da água, prestou os primeiros socorros, e a criança voltou a reagir após expelir a água ingerida.

A defesa afirma que, diante da melhora aparente, o pai deu banho no filho e o colocou para descansar. Ainda segundo o relato, na manhã de segunda-feira, Igor Gustavo percebeu que a criança não respondia e não apresentava sinais vitais.

O diretor do IML afirmou à TV Anhanguera que a criança tinha marcas de agressões pelo corpo. 'Muita violência, sinais de violência pela face, intestinal, internamente, isso não é comum nos dias de hoje.'

Godinho afirmou que nunca tinha visto um caso como este. 'Na verdade, eu nunca, nesses 18 anos aí de legista, eu nunca tinha visto um caso como esse aqui no nosso estado. Realmente é uma situação muito difícil, não só para nós aqui, como para toda a família da mãe, de quem estava com a criança, como para a população tocantinense.'

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Tocantins disse que acompanha o caso e aguarda as investigações pelas autoridades competentes para o devido esclarecimento dos fatos.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.