Morte de Bagre Fagundes: Legado do Tradicionalismo Gaúcho
Bagre Fagundes, um dos principais representantes da cultura tradicionalista do Rio Grande do Sul, morreu neste domingo aos 86 anos. Nascido em 3 de outubro de 1939, em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, Euclides Fagundes Filho ganhou o apelido 'Bagre' na adolescência, que o acompanharia por toda a vida.
Ao longo de sua carreira, Bagre Fagundes construiu uma trajetória diversificada, destacando-se como músico, advogado formado pela Universidade de Cruz Alta, vereador em Alegrete, jogador e árbitro de futebol. Ele também presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e atuou como colunista do jornal Diário Gaúcho.
A música foi sua maior vocação. Ao lado do irmão Nico Fagundes, compôs 'Canto Alegretense', uma das canções mais emblemáticas do estado, que se tornou um símbolo do orgulho regional e projetou o nome do artista para além das fronteiras gaúchas. Bagre Fagundes mantinha uma rotina ativa, se apresentando ao lado dos filhos Ernesto, Neto e Paulinho, com quem formava o grupo Os Fagundes.
O artista era conhecido por seu bom humor e ironia. Ao completar 80 anos, ele disse que ainda não havia alcançado seu objetivo: 'o de não fazer nada'. Essa frase, repetida em entrevistas, sintetizava a forma leve com que encarava a vida e o trabalho. O reconhecimento veio em vida, com a homenagem da RBS TV em 2019, quando recebeu o Troféu Origens, concedido a destaques da cultura regional.
Bagre Fagundes era casado com Marlene Vilaverde, com quem teve quatro filhos. Sua morte é uma perda significativa para o tradicionalismo gaúcho, mas seu legado permanece nas canções, nos palcos e na continuidade de sua obra por meio da família e dos admiradores que mantêm viva a tradição gaúcha.
Com informacoes de G1.

