Morar em Portugal: salários, vistos e regras de migração para brasileiros

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 13/08/2026 19:00
Morar em Portugal: salários, vistos e regras de migração para brasileiros

Foto: via O GLOBO

Para os padrões do continente europeu, Portugal é um destino acessível para brasileiros que, não à toa, formam a maior comunidade estrangeira no país, somando mais de 500 mil residentes. Com o idioma comum como principal atrativo para adaptação e um clima mediterrâneo, com verões frescos e invernos chuvosos, o país ocupa a 7ª posição no Global Peace Index.

Já o salário mínimo é um dos mais baixos da zona do euro, fixado pelo governo português em € 920 mensais (cerca de R$ 5.700), e, combinado com o custo de vida crescente em Lisboa e Porto, pode apertar o orçamento de quem não chega com emprego ou renda garantidos. Para uma pessoa solteira, os gastos mensais com alimentação giram em torno de € 250 (cerca de R$ 1.500), valor que engloba tanto as compras de supermercado quanto o hábito de comer fora.

Já o gasto com contas (luz, gás, água e internet) gira entre € 100 e € 120 (cerca de R$ 580 a R$ 700) mensais. A eletricidade, por exemplo, é um componente central das contas fixas, influenciada por recorrentes reajustes tarifários. O sistema de saúde do país funciona através de um modelo misto, mas é fortemente ancorado no sistema público e universal, o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A porta de entrada para qualquer cidadão ou residente legal em Portugal é o Centro de Saúde de bairro ou Concelho (equivalente aos postos de saúde ou Clínicas da Família no Brasil). Hoje, paga-se de € 14 a € 18 pelo serviço de pronto-socorro se o paciente for por conta própria e a situação não for considerada uma emergência real. Além disso, o mercado de planos de saúde custa em média entre € 30 e € 50 mensais para um jovem adulto.

Com um salário mínimo baixo para os padrões europeus, os preços dos aluguéis nas principais cidades preocupa, com valores que variam entre € 350 e € 500 (cerca de R$ 2 mil e R$ 2,9 mil). O aluguel de um apartamento de um quarto em Lisboa, por exemplo, pode custar entre € 900 e € 1.300 (R$ 5.200 e R$ 7.600). Já em áreas afastadas, como Amadora ou Odivelas, os aluguéis ficam entre € 850 e € 1.100 (R$ 5 mil e R$ 6.300).

Para Sanny Ferreira, brasileira que imigrou para Lisboa há sete anos, os altos preços de moradia são um fator preocupante, que parecem só encarecer e contrastam com a renda mínima do país. Mesmo com o custo de vida sendo bom em outros setores, como alimentação e transporte, o problema maior é o aluguel, que está muito caro e cada vez mais valorizado, até pela vinda de tantos estrangeiros. Assim fica muito mais difícil para quem ganha um salário mínimo — disse a brasileira, em entrevista.

Com a promulgação da nova Lei dos Estrangeiros de 2025, as regras para imigração foram endurecidas, eliminando a antiga 'manifestação de interesse', que permitia que imigrantes não qualificados chegassem como turistas e se legalizassem trabalhando em qualquer área, tornando obrigatória a obtenção de visto consular ainda no país de origem.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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