Moradores de Bangu seguem sem luz quase uma semana após vendaval no RJ
Quase uma semana após o vendaval que atingiu o Rio de Janeiro e a Região Metropolitana, causando apagões em várias partes do estado, moradores de uma rua em Bangu, na Zona Oeste do Rio, seguem sem luz. Relatos indicam que pelo menos 50 famílias na rua Engenheira Paula Lopes convivem desde a última quarta-feira com alimentos estragados, dificuldades para trabalhar e gastos extras para manter itens básicos em funcionamento.
Houve quem pagasse até para usar geradores. Segundo os moradores, o problema começou após uma árvore cair sobre a rede elétrica durante o vendaval. A representante comercial Solange Lira conta que perdeu todos os alimentos que estavam armazenados na geladeira. “Leite, requeijão, carne, comida, frutas dela estragou. Não tem nada mais”, disse.
O consultor jurídico Leonardo Cordeiro afirma que precisou interromper as atividades profissionais após ficar sem bateria nos equipamentos. “Não estou conseguindo trabalhar. Trabalhei até onde o notebook tinha bateria, roteando do celular, mas aí quando a bateria acabou, acabou a do celular também.”, relatou.
Segundo os moradores, a Light foi informada sobre a situação desde os primeiros dias da ocorrência. O professor Alexsander Pessanha afirma que busca atendimento da concessionária, mas ainda não recebeu uma previsão para o restabelecimento do serviço. “Minha esposa conseguiu falar com eles ontem duas vezes, mas eles dizem que não tem nenhum caminhão no sistema. Só o carro pequeno que tem que vir fazer manutenção, aí tira foto e mais nada. E olha a quantidade de protocolo, é muita coisa”, afirmou.
Cansado de esperar por uma solução, o aposentado Moisés Faustino da Silva decidiu investir R$ 1,7 mil em um gerador para atender a família. Segundo ele, o equipamento consome cerca de R$ 100 por dia em combustível. “Fiz um esforço e comprei esse gerador porque estava com duas crianças em casa e um desespero, né? Para manter a geladeira e o freezer funcionando, a única opção foi essa”, contou.
Moisés diz que utiliza cerca de 15 litros de combustível por dia. “Ligo ele às 9h da manhã e às 21h eu desligo, porque não tem condição de ficar a noite toda, o custo é maior.” Na segunda-feira (3), moradores fizeram um protesto para cobrar uma resposta da concessionária e pedir uma previsão para a volta da energia. Durante a manifestação, uma moradora reclamou da demora no atendimento.
De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. No início da tarde desta terça-feira, carros da Light estiveram no local para reparar os danos causados pela queda da árvore.
Com informacoes de G1.

