Mitos sobre saúde de gatos sem raça definida podem prejudicar a rotina dos pets
A médica-veterinária Mayara Andrade explica que mitos sobre a saúde de gatos sem raça definida podem prejudicar a rotina dos pets. Segundo ela, a real necessidade de acompanhamento médico e nutrição adequada para a espécie é frequentemente subestimada devido à crença de que esses gatos são mais resistentes e não adoecem facilmente.
Mayara destaca que vira-latas não são imunes a doenças e que a ausência de sintomas aparentes pode esconder problemas graves que exigem exames de rotina. Vacinas, castração, vermifugação e avaliações bucais periódicas devem ser mantidas para todos os gatos, independentemente da raça.
Além disso, oferecer restos de comida ou rações ruins pode causar obesidade e comprometer órgãos vitais. A médica-veterinária ressalta que nutrientes de qualidade garantem uma vida longa e saúde renal. Adotar um gatinho exige planejamento financeiro e adaptação do ambiente, pois o compromisso de cuidados dura mais de 15 anos.
O levantamento PetCenso 2025, realizado pela Petlove com base em mais de 1,8 milhão de animais, revela que os gatos sem raça definida representam 86% dos gatos nos lares do país. Apesar disso, a proximidade do dia a dia faz com que muitos tutores acabem subestimando cuidados básicos.
A crença de que o vira-lata não adoece é um perigo, pois esconde sinais clínicos sutis, dificultando a descoberta precoce de enfermidades. Mayara explica que a rotina de exames deve ser a mesma para todos os felinos, reforçando que “os gatos sem raça definida têm exatamente as mesmas necessidades para uma vida longa, saudável e cheia de bem-estar que qualquer outro gato”.
Alimentação equilibrada e hidratação também são fundamentais para a saúde dos gatos. Oferecer refeições completas com proteínas de alta qualidade e minerais protege o organismo a longo prazo. Mayara pontua que o investimento em nutrição reflete na velhice do pet, garantindo nutrientes essenciais em quantidades adequadas e contribuindo para manter músculos, pele, pelagem, sistema imunológico e trato urinário em boas condições.
Adotar um felino vira-lata ajuda a reduzir o abandono e a superlotação em abrigos, mas exige planejamento prévio sobre o orçamento e a estrutura da casa. Trata-se de um compromisso afetivo e financeiro que pode durar mais de 15 anos. A decisão de adotar e levar um novo amigo para casa deve considerar o tempo disponível do tutor, a segurança das janelas e a capacidade de arcar com emergências médicas.
Com informacoes de Metrópoles.

