Meta Acusada de Usar Inteligência Artificial para Decidir Demissões
A Meta foi acusada por 26 ex-funcionários de usar um software com inteligência artificial para decidir demissões durante os layoffs. A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica. A Meta nega o mérito das acusações, afirmando que o gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA.
Os ex-funcionários também afirmam no processo que a Meta usa sistemas com IA para dar pontuações aos empregados. Entre eles, estão o assistente Metamate; um “segundo cérebro” que rastreia comunicações e documentos; e um score de produtividade baseado em uso de teclado, conteúdo da tela, e-mails e histórico de navegação.
O processo surge meses depois de a Meta promover uma demissão em massa de cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Outros 10% foram transferidos para ajudar no treinamento de novos modelos de IA rotulando dados. A reestruturação ainda não deu resultados técnicos, com o CEO Mark Zuckerberg insatisfeito com o progresso da empresa no campo dos agentes de IA.
A Meta teve US$ 26,8 bilhões (R$ 136,4 bilhões) de lucro no primeiro trimestre de 2026, mas o clima interno parece não estar tão positivo. Andrew Bosworth, diretor-geral de tecnologia da Meta, teria admitido que o moral da equipe estava no pior patamar da história.
Essas acusações vêm em um momento em que a Meta está no centro de várias disputas, incluindo uma possível multa de US$ 1,4 trilhão nos Estados Unidos por recursos viciantes em Facebook e Instagram, como anteriormente reportado.
Com informacoes de Tecnoblog.

