Met cancela exposição dedicada a John Galliano após críticas
Na segunda‑feira, 31 de agosto, o Metropolitan Museum of Art (Met) anunciou o cancelamento da exposição que homenageava o estilista John Galliano, decisão tomada após intensas críticas e pressão do público.
O desdobramento da mostra, prevista para abrir em julho, foi marcado por reclamações nas redes sociais que apontaram um “timing ruim” diante de um aumento de episódios de antissemitismo na Europa e nos Estados Unidos.
Usuários questionaram a justiça de conceder ao designer a mesma honraria reservada a Saint Laurent e Rei Kawakubo, os únicos outros estilistas em vida que já foram homenageados pelo Met.
Em comunicado oficial, Galliano expressou “grande tristeza” ao decidir que a exposição não aconteceria neste momento, assumindo “total responsabilidade pela dor causada por minhas palavras no passado, especialmente pelo sofrimento que causei às comunidades judaica e asiática, e continuo profundamente arrependido”.
A jornalista Dana Thomas, no The New York Times, detalhou episódios problemáticos que a imprensa de moda teria ignorado, incluindo a expulsão de Galliano do hotel Ritz, em Londres, depois de se despir dentro de um elevador e rosnar para os hóspedes, alegando ser um “leão”.
Em 2011, poucos dias antes da Semana de Moda de Paris, o estilista foi filmado no café La Perle dizendo “Adoro Hitler” e insultando um casal próximo, fato que culminou em sua demissão da Dior em março daquele ano e em condenação por insultos públicos baseados em origem, religião, raça ou etnia.
A exposição planejada abrangeria tanto a produção artística de Galliano quanto suas condutas pessoais, analisando como esses episódios interferiram em seu trabalho e na percepção pública.
Com informacoes de Metrópoles.

