Marcão vê oportunidade de carreira no Fluminense e projeta Libertadores: "Acredito muito"

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 15/09/2026 20:20
Marcão vê oportunidade de carreira no Fluminense e projeta Libertadores: "Acredito muito"

Foto: via ge

Marcão demonstra, com a serenidade que lhe é característica, a capacidade de observar o futebol e conduzir o Fluminense nesta temporada, aspecto que tem sido apontado como fundamental para que o clube volte a ter grandes perspectivas de chegar à semifinal da Libertadores, partida marcada para esta terça‑feira.

O duelo de volta das quartas de final será contra o Platense, com início às 19h (horário de Brasília). Caso a equipe vença, será a primeira oportunidade de conquistar um título histórico, a quatro jogos de se tornar realidade. “Não podemos dizer que não estamos vendo, e o torcedor passou a acreditar no que temos construído juntos. Prefiro viver cada jogo. Sábado, terça, muda o foco e, devagar, degrau a degrau, sonhando. Eu acredito muito, temos um elenco muito forte e capaz, mas eu, pessoalmente, prefiro viver o jogo a jogo. Se acontecer, será um sonho escrever essa página linda na história do clube”, afirmou em entrevista exclusiva ao ge.

Em paralelo, o atacante Hulk, ao comentar a decisão, afastou qualquer favorecimento e ressaltou que o placar está “0 a 0”.

Sobre o acordo de efetivação, Marcão contabiliza sete anos como jogador e duas passagens como auxiliar, totalizando quase 20 anos de história no Fluminense. Conhece detalhadamente o clube, o centro de treinamento e a exigência da torcida. Sua atual passagem começou em 2019, com a eleição de Mário Bittencourt, e perdurou por toda a gestão, período em que já salvou o time do rebaixamento uma vez e corrigiu a rota para garantir classificação à Libertadores em duas outras oportunidades. Apesar dessas missões, nunca foi efetivado, permanecendo como auxiliar e contribuindo na integração da comissão técnica subsequente, acordo que, segundo ele, não lhe incomoda.

“Cara, não penso, de verdade, em ser promovido. As coisas acontecem de forma tão natural para mim que a gente fala que é no tempo de Deus. Eu, como jogador, cheguei ao Fluminense com 27 anos. Hoje, o menino sobe com 17. Eu comecei no Bangu com 19 para 20. Se fosse agora, eu nem jogaria. As coisas que acontecem comigo são sempre no tempo de Deus. E a gente não sabe o dia de amanhã. Eu só vou vivendo hoje, me programo para os próximos dois jogos e para o que a diretoria, o Mattheus, o Mário, combinou comigo. A minha ideia é essa”, explicou.

Marcão ainda reforçou que pretende permanecer até o final do ano, adaptando‑se à necessidade de comandar um ou mais jogos: “Vamos até o final do ano e eu estou com isso na cabeça. Se tiver que fazer um jogo, vou fazer. Se tiver que fazer dois, eu faço, se tiver que fazer até o final do ano... A gente se prepara para isso e depois, no final do ano, quando tudo terminar, se organiza da melhor maneira, pensa e conversa o que vai ser feito”.

A calma no trato com os jogadores se destaca nas paradas técnicas, onde ele transmite orientações de forma serena para que a equipe execute as ideias em campo. Em um ambiente onde não há “certo” ou “errado”, mas sim diferentes perfis profissionais, o técnico destaca que a experiência molda o momento e que saber quando ser mais enérgico é essencial.

“Isso são coisas que a gente vai adquirindo como treinador. O que é melhor para o jogador nesse momento. A gente vê, o Bernardinho gritava e dava certo lá atrás. Hoje, se o Bernardinho gritar, os meninos ficam reativos. É difícil. E o Zé Roberto já é um cara mais ponderado, sabe a hora de dar um grito e a hora de segurar. Então a gente tem que achar esse meio‑termо. Tem hora que tem que dar um grito e tem hora mais tensa em que é preciso baixar um pouquinho a adrenalina, dar um pouco de calma e de informação, que é o que eles precisam”, explicou.

Ao longo da sua trajetória, Marcão trabalhou ao lado de treinadores renomados no Fluminense, como Fernando Diniz, Abel Braga, Oswaldo de Oliveira, Roger Machado, Odair Hellmann, Renato Gaúcho e Mano Menezes, absorvendo elementos de cada um para construir sua própria identidade.

“Tive a oportunidade de trabalhar com treinadores maravilhosos aqui. É até difícil você falar um ou dois, a gente tira de cada um pouquinho para montar o que a gente quer de estrutura de trabalho e de pensamento de jogo. Consegue pegar o treinador que é mais ofensivo, o que é mais defensivo, para encontrar um equilíbrio. Teve um exemplo aqui: a gente estava falando há pouco tempo com nossos jogadores e com a minha comissão. Falei que o que a gente quer de ideia de jogo, o que a gente precisa para esse momento, é um pouquinho da construção do Fernando com um pouquinho de um…”, completou.

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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