Mãe denuncia agressão a filho de 7 anos dentro de colégio particular em BH
Uma mãe de um menino de 7 anos registrou denúncia de agressão dentro do Colégio São Paulo, localizado no bairro Cidade Jardim, zona Centro‑Sul de Belo Horizonte, ocorrida na segunda‑feira, 17 de agosto de 2026.
Segundo o relato da mãe, que preferiu não ser identificada, o filho foi deixado na recepção do colégio por volta do meio‑dia, cerca de 50 minutos antes do horário de entrada regular. Ela afirma que a escola já sabia que o menino chegava mais cedo há aproximadamente três semanas, período em que tentava contratar um serviço de contraturno.
No “dia do brinquedo”, o garoto levou um dinossauro colecionável e, enquanto brincava na recepção, foi abordado por três ou quatro estudantes mais velhos que queriam o objeto. O menino guardou o brinquedo na mochila e se afastou, momento em que o grupo teria iniciado a agressão.
A criança, aluna do primeiro ano do ensino fundamental, contou que recebeu chutes e socos, que foram tão fortes que não conseguiu se levantar. Ela relatou que os agressores eram “maiores que ele”, que chutaram sua boca e todo o corpo.
A mãe só soube da agressão horas depois. O primeiro contato da instituição ocorreu por volta das 15h, quando enviou mensagem solicitando reunião às 18h. Na conversa, o responsável mencionou apenas “uma situação” envolvendo o menino, sem especificar violência.
Na reunião, a diretora, a coordenadora do ensino infantil e uma psicóloga receberam a mãe. Ela descreveu medo ao não ter notícias do filho, chegando a imaginar que ele poderia estar em um hospital. A coordenadora informou que, após a agressão, o garoto foi encaminhado à sala de aula, permaneceu nas aulas normalmente e não recebeu nenhum acolhimento imediato da equipe nem foi acionado pelos professores.
Na segunda‑feira, 17/8, a família registrou boletim de ocorrência. No dia seguinte, 19/8, procurou o Conselho Tutelar da região Oeste. O órgão afirmou ter solicitado esclarecimentos ao colégio e orientado a família sobre a possibilidade de acompanhamento especializado caso surgissem alterações comportamentais ou emocionais.
Dois dias depois, a família compareceu a uma delegacia, formalizou a representação e levou o filho para exame de corpo de delito. O laudo apontou hematomas espalhados pelo corpo e dores na região abdominal.
A família tentou obter as gravações das câmeras de segurança do colégio. A instituição alegou que as câmeras estavam em manutenção no dia da agressão e que não poderia disponibilizar as imagens.
Durante a reunião, representantes do colégio questionaram o fato de a mãe ter deixado o filho nas dependências antes do horário de entrada, sugerindo que a responsabilidade seria dela. A mãe rebateu que, por cerca de três semanas, buscava contratar serviço de contraturno e não conseguiu concluir a contratação, motivo pelo qual deixava o filho mais cedo para ir ao trabalho.
Em nota enviada à reportagem, o Colégio São Paulo confirmou as informações recebidas e reforçou o compromisso de apurar os fatos.
Reportagem atualizada em 26/8/2026, às 16h20, com nota enviada pelo Colégio São Paulo BH.
Com informacoes de O TEMPO.

