Mãe de meninas mortas em São Paulo relata ameaças e perseguição após separação
Uma tragédia chocou a cidade de São Paulo após a descoberta dos corpos de duas meninas de 3 e 5 anos. De acordo com a polícia, as crianças foram mortas pelo pai, Breno de Souza Castro, de 24 anos.
A mãe das meninas relatou à polícia que era perseguida e ameaçada por Breno desde a separação do casal, em março. Ela afirmou que o relacionamento terminou devido a episódios de agressão e traição, mas que nunca havia registrado nenhuma ocorrência em uma delegacia.
Segundo o relato da mãe, Breno passou a persegui-la e ameaçá-la após a separação. No sábado, ela entregou as meninas à ex-sogra, que costumava ficar com as crianças nos fins de semana. A entrega foi feita no meio do caminho para evitar encontros com o ex-companheiro.
No dia seguinte, após a mãe publicar uma foto com amigas, Breno enviou uma mensagem dizendo que aquela seria a última vez que ela veria as filhas. Ele havia buscado as crianças e disse que as levaria ao Museu do Ipiranga.
Horas depois, uma familiar questionou Breno sobre a demora para voltar para casa. Ele respondeu que ninguém mais veria as crianças e que iria matá-las e se matar em seguida. A mãe voltou à casa da ex-sogra e passou a noite acompanhada por familiares, enquanto buscas eram feitas por Breno e pelas meninas.
No domingo, Breno se apresentou no 48º Distrito Policial e disse que havia matado as filhas. Os policiais foram até o endereço indicado por ele e encontraram os corpos das meninas dentro de um carro, na Rua Luiz Supertti, no bairro Jardim Guanabara, na Zona Sul de São Paulo.
De acordo com o boletim de ocorrência, as crianças foram mortas por asfixia. A motivação apontada no registro seria ciúmes da ex-companheira. Breno foi preso em flagrante por homicídio e violência doméstica.
Com informacoes de G1.

