Luís Castro mantém respaldo interno e exerce grande influência no Grêmio apesar da pressão
"Em oito meses o gremista ainda não se sentiu confiante", avaliou Queki, ao comentar a situação do Grêmio sob o comando de Luís Castro. Embora pressionado pelos resultados, o treinador segue respaldado pela direção e mantém forte influência nas decisões internas.
Castro indicou as contratações recentes e tem papel ativo na reformulação do grupo herdado da temporada passada. O Grêmio acumula apenas duas vitórias nos últimos dez jogos, com cinco derrotas e três empates.
No último domingo, a equipe sofreu a pior derrota da era Luís Castro, ao perder por 3 a 0 para o Atlético-MG em Belo Horizonte.
A diretoria manteve a confiança no treinador mesmo após a eliminação na Sul-Americana contra o Bolívar, no fim de julho. Menos de uma hora após a derrota em casa, a decisão de seguir com Castro já havia sido tomada, com a alta cúpula focada em trocar e ampliar as alternativas do elenco.
Segundo repórter, "a influência de Luís Castro no Grêmio, hoje, é gigantesca". Na janela de reforços do meio do ano, seis jogadores foram contratados; três deles já haviam trabalhado com o técnico: Matheus Nascimento e Danilo Barbosa, vindos do Botafogo, e Filip Krovinovic, do Rio Ave, de Portugal.
O head scout português Carlos Silva está alinhado com Castro, que aderiu ao projeto da direção. Nos bastidores, ele é reconhecido pela habilidade de lidar com um grupo em transformação.
Por questões salariais, o Grêmio não renovou com o capitão Arthur e rescindiu o contrato com Willian, ambos considerados abaixo das expectativas. Castro nunca fez reclamações públicas nem pedidos de reforços, postura valorizada pelos dirigentes.
Com experiência como diretor da base do Porto de 2006 a 2014, ele sabe aproveitar jovens talentos, recurso essencial para o clube sair da crise financeira. O exemplo foi a consolidação e venda do zagueiro Viery, de 21 anos, à Fiorentina, em junho.
A comissão técnica de Castro conta com seis profissionais, todos com bom relacionamento com os atletas. Em entrevista ao GE na última semana, o experiente goleiro Weverton elogiou o português e os membros de sua equipe.
Apesar do apoio interno, o técnico enfrenta pressão crescente da torcida. Nos jogos na Arena, é o mais vaiado e recebe xingamentos constantes. A torcida organizada Geral do Grêmio chegou a protestar durante uma partida, permanecendo em silêncio sem usar os instrumentos da banda.
O executivo de futebol Paulo Pelaipe defendeu a continuidade de Luís Castro, comparando a situação com as frequentes trocas de treinadores nos últimos anos, e prometeu melhora até o fim do ano. "Temos convicção do trabalho, vai continuar, vamos manter o Luís Castro como treinador. Tenho certeza que vamos ter resultados com o trabalho dele até o fim do ano, porque é um profissional que trabalha, se dedica, é estudioso. Eu vejo porque eu passo 10, 12 horas por dia dentro do CT do Grêmio e vejo o trabalho que está sendo feito", declarou o dirigente ao deixar a Arena MRV no domingo.
Se houver demissão, o clube terá que arcar com o restante do contrato, cujo custo é de aproximadamente R$ 2 milhões por mês. O vínculo de Castro com o Grêmio tem duração até o fim de 2027.
Com informacoes de GE.

