Linha 12-Safira da CPTM registra falha e velocidade reduzida após fim da greve
A falha de sinalização na Linha 12-Safira da CPTM ocorreu por volta das 06h20 da manhã de quinta-feira, afetando a circulação dos trens e resultando em velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações. Consequentemente, os passageiros enfrentaram intervalos mais longos entre os trens, chegando a 14 minutos a 20 minutos, além de dificuldades para embarcar nos trens lotados, com tempos de espera superiores a 50 minutos.
Além disso, o problema também teve reflexos na Linha 11-Coral, que registrou intervalos e trens parados por longos períodos nas plataformas. A CPTM informou que os técnicos estavam trabalhando para normalizar a circulação e pediu desculpas pelos transtornos gerados.
O fim da greve da CPTM, que atingiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, foi marcado por momentos de tensão na Estação Engenheiro Goulart, na Zona Leste de São Paulo. Uma confusão foi registrada por volta das 18h20 na área de embarque do sistema de ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), com uma briga entre passageiros e seguranças da CPTM. Uma mulher ajudou a separar os envolvidos.
Após a confusão, quando os passageiros foram informados de que a circulação dos trens seria retomada, houve uma corrida pelo corredor de acesso às plataformas da Linha 12-Safira. Passageiros tropeçaram, outros pularam as catracas para tentar chegar mais rápido ao embarque, e houve empurra-empurra na estação.
A greve, que começou à meia-noite de terça-feira, afetou passageiros da capital e da Grande São Paulo, atingindo linhas que transportam quase 1 milhão de pessoas por dia. Os primeiros trens partiram lotados após a retomada da operação, mas o movimento diminuiu e, por volta das 19h, a plataforma já apresentava fluxo normal de passageiros.
Segundo a CPTM, a circulação da Linha 12-Safira foi normalizada entre Brás e Calmon Viana. Ao todo, participaram da votação 157 funcionários, com apenas 26 votando contra encerrar a paralisação. Durante a manhã de quarta-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que enviará um projeto de lei para a Alesp para garantir a absorção dos funcionários das três linhas por outras empresas estaduais após a concessão do serviço à iniciativa privada.
Uma audiência foi realizada com a participação de representantes da CPTM, de sindicatos, do governo de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho. A Vice-Presidência Judicial afirmou que as medidas anteriores não foram suficientes para garantir o direito de ir e vir da população durante a paralisação. O estado de São Paulo apresentou proposta de encaminhar um projeto de lei para autorizar a absorção de empregados das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta do estado, condicionada à retomada imediata e integral do serviço.
O sindicato informou que a proposta seria submetida à assembleia dos trabalhadores e pediu manifestação expressa da empresa e do governo sobre a manutenção dos empregos. A CPTM declarou que todos os empregados permanecem nos quadros da empresa e que poderão ser absorvidos futuramente por outros órgãos e entidades da administração pública, nos termos do projeto de lei.
Representantes sindicais defenderam a inclusão dos empregados da linha 10-Turquesa e também dos trabalhadores da área administrativa na proposta apresentada. A Vice-Presidência Judicial propôs que o projeto também incluísse os empregados da linha 10-Turquesa para evitar desigualdade em relação aos trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Após suspensão da audiência, o governo do estado aceitou encaminhar um projeto de lei com autorização para absorção dos empregados das linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, condicionado à retomada imediata da operação a partir das 16h, com 100% dos trabalhadores. A ata estabeleceu que, se a proposta fosse aprovada, as multas anteriores seriam relevadas e os termos seriam inseridos em acordo.
Com informacoes de G1.

