Justiça Eleitoral determina retirada de postagens contra Tarcísio de Freitas
A Justiça Eleitoral determinou a retirada de 21 postagens contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por propaganda antecipada negativa, impulsionamento irregular e conteúdos falsos. O coordenador da pré-campanha de Fernando Haddad, Emídio de Souza, foi multado em R$ 10 mil.
A condenação ocorreu após a publicação de um vídeo com inteligência artificial que associava Tarcísio ao personagem Chucky em cenas de violência. A decisão também tornou definitiva a remoção do vídeo, proibiu sua republicação e fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
Emídio de Souza afirmou que é 'lamentável que o governador e o seu partido no desespero recorram a um processo judicial para tentar responder uma crítica política.' Ele também disse que 'essa decisão não é definitiva, ainda cabe recurso e confio que a Justiça vai reconhecer um dos pilares da atividade parlamentar que é a fiscalização'.
A juíza Domitila Manssur entendeu que o vídeo divulgado por Emídio de Souza extrapolou os limites da crítica política ao utilizar inteligência artificial para manipular a imagem de uma pessoa viva sem a identificação exigida pela legislação eleitoral. A magistrada afirmou que o conteúdo substituía artificialmente a imagem de Tarcísio pela do personagem Chucky e inseria o governador em uma narrativa com cenas de violência extrema.
A pré-campanha de Tarcísio afirmou que o conjunto das decisões revela 'uma ofensiva organizada para produzir e impulsionar ataques' ao governador, com uso de perfis anônimos, inteligência artificial e estratégias de disseminação em massa. A pré-campanha também declarou reafirmar 'o compromisso com a verdade, o debate de propostas e o respeito à legislação eleitoral' e repudiou 'o uso da desinformação e de expedientes ilegais como instrumentos de disputa política'.
Essa não é a primeira vez que Tarcísio de Freitas está envolvido em uma disputa política intensa. Recentemente, ele criticou as pré-candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva ao Senado por não terem carreira política no estado de São Paulo, o que gerou uma resposta das duas políticas.
Com informacoes de G1 Política.

