Junior Luta Contra Desigualdade no Esporte
Junior, neto do alfaiate Abrão Farah e filho do bancário Walter Farah, é um defensor da decência e da justiça no esporte. Ele não esmorece em sua luta contra os moinhos de vento, que representam as injustiças e os privilégios no mundo esportivo.
A contiguidade com a recente eliminação da Seleção Brasileira masculina na Copa da Fifa deste ano acentua a incredulidade de Junior em relação à diferença de tratamento entre os futebolistas e outros heróis brasileiros. Ele cita como exemplos o mesatenista Hugo Calderano, a judoca Bia Souza, o nadador paralímpico Gabrielzinho Araújo e a ginasta Rebeca Andrade.
A comparação ganha contornos de tripudiação sobre a realidade brasileira quando se sabe que, entre os 26 convocados da Seleção de futebol, apenas um retornou ao Brasil no avião fretado pela CBF após a eliminação precoce para a Noruega nas oitavas de final – todos os demais debandaram rumo a paraísos de férias na Europa e nos Estados Unidos.
Em contraposição a esse estado de coisas, a equipe campeã na modalidade do judô nos Jogos Regionais na cidade de Penápolis, Rio Preto, voltou com o título, mas sem o correspondente troféu alusivo à conquista. A Secretaria Estadual de Esportes, realizadora do evento, informou que não havia verba para a aquisição do troféu.
Junior insiste em carregar consigo a decência de um Dom Quixote, que não esmorece em sua luta permanente – nos tatames e no dia a dia da vida – contra os moinhos de vento gigantescos, às vezes confundidos com dirigentes de confederações esportivas, gestores da aplicação dos recursos públicos ou patrocinadores que não perdem a oportunidade de associar o esporte brasileiro a casas de apostas, bebidas alcoólicas, jogos eletrônicos e o escambau.
Com informacoes de Diário da Região.

