Juca de Oliveira morre aos 91 anos; reprises de Avenida Brasil e Além do Tempo celebram seu legado

Por Maria Eduarda Carvalho Lima em Rio Verde, GO 24/08/2026 07:26
Juca de Oliveira morre aos 91 anos; reprises de Avenida Brasil e Além do Tempo celebram seu legado

Foto: TV Foco

A televisão brasileira perdeu em 2026 um dos seus mais venerados atores, Juca de Oliveira, que faleceu aos 91 anos na madrugada de 21 de março em São Paulo.

O artista estava internado no Hospital Sírio‑Libanês desde 13 de março, quando foi admitido com diagnóstico de pneumonia associada a complicações cardíacas; permaneceu na UTI até o óbito, conforme confirmaram familiares.

Segundo informações do G1, a família ressaltou a importância de Juca para o teatro, a TV e o cinema nacionais, destacando sua trajetória de mais de seis décadas.

Nascido José Juca de Oliveira Santos em 16 de março de 1935, em São Roque (SP), ele iniciou sua carreira no teatro ainda na década de 1950, acumulando participação em cerca de 60 peças, mais de 30 novelas e minisséries, além de mais de dez filmes, e ainda atuou como autor e diretor.

Na novela Avenida Brasil (2012), exibida originalmente pela Globo, Juca interpretou o Dr. Santiago, pai da personagem Carminha (Adriana Esteves), aparecendo nos capítulos finais e contribuindo para revelar o passado da família.

Outro trabalho que voltou à grade da emissora foi Além do Tempo (2015), escrita por Elizabeth Jhin; Juca integrou o elenco, permitindo que o público revisitasse sua atuação ao lado de novos telespectadores.

O papel que talvez seja mais lembrado foi o do Dr. Albieri, médico geneticista, na novela O Clone (2001‑2002) de Glória Perez, onde conduziu uma experiência de clonagem humana que se tornou marco da trama.

Antes de alcançar o sucesso na TV, Juca participou da compra do Teatro de Arena na década de 1960, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império, tornando o espaço referência cultural durante a ditadura militar.

Por sua militância no Partido Comunista Brasileiro, ele sofreu perseguição política, chegou a exilar‑se na Bolívia e retornou ao Brasil para estrear na TV em 1964, na novela Quando o Amor É Mais Forte, da TV Tupi.

Seu primeiro trabalho na Globo ocorreu em 1973, como Alberto Parreiras em O Semideus; nas décadas seguintes passou por diversas emissoras, retornando à Globo nos anos 1990 com Fera Ferida e Torre de Babel, e alcançando grande destaque com O Clone.

O último papel televisivo foi Natanael, em O Outro Lado do Paraíso (2018); nos anos posteriores, dedicou‑se ao teatro e à administração de sua fazenda de gado de corte.

O velório foi realizado no Funeral Home, localizado no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, das 15h às 21h do mesmo dia 21 de março, reunindo familiares e amigos.

Não é a primeira vez que relembramos ícones da TV brasileira; recentemente dedicamos matéria a Glória Menezes, reforçando o compromisso do Fantom.news em preservar a memória dos grandes nomes da teledramaturgia.

Com informacoes de TV Foco.

Maria Eduarda Carvalho Lima

Sobre o Autor: Maria Eduarda Carvalho Lima

Duda é a repórter de entretenimento do MOTNAF.NEWS. Vive antenada no mundo dos famosos, das novelas e dos realities — se aconteceu na TV ou no streaming, ela já sabe de tudo. Acompanha cada estreia, cada affair e cada reviravolta com o faro de quem respira cultura pop. Do BBB à Netflix, nenhuma fofoca escapa do radar dela. Curte tanto os bastidores das gravações quanto as histórias que emocionam o público. Traz a notícia quentinha na hora, sempre com fato e sem espalhar boato. Escreve leve, divertida e com aquele charme que só quem ama o mundo artístico tem. Seu compromisso é te deixar por dentro de tudo que dá o que falar, com informação confiável. Cada matéria é feita pensando em quem ama uma boa história. É MOTNAF.NEWS, é entretenimento de verdade.