Jornalista Okky de Souza morre aos 73; legado na crítica musical e no rock brasileiro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 07/09/2026 14:40
Jornalista Okky de Souza morre aos 73; legado na crítica musical e no rock brasileiro

Foto: via VEJA

Okky de Souza morreu aos 73 anos após sofrer parada cardíaca na noite de domingo, 6, conforme informações divulgadas pela família.

Nascido Octavio Chaves de Souza em Londres, em 27 de novembro de 1952, possuía cidadania britânica e brasileira. Iniciou sua trajetória jornalística traduzindo textos da versão americana da Rolling Stone para a edição brasileira que circulou entre 1972 e 1973.

Na segunda metade da década de 1970 trabalhou na revista Pop, da Editora Abril, e em 1981 ingressou na Veja, onde permaneceu até 2015, integrando a equipe de Artes e Espetáculos e destacando‑se na cobertura do renascimento do rock brasileiro.

Entre seus marcos, esteve presente no primeiro Rock in Rio, em 1985, e participou da cobertura da 11ª edição do mesmo festival. Em maio de 1983 escreveu a capa dedicada a Rita Lee e Roberto de Carvalho, analisando a transformação dos shows em grandes espetáculos de estádio e a "abrasileirização" do rock por parte da cantora.

Como compositor, colaborou com Guilherme Arantes na criação da música "Sol do Meio Dia", lançada em 1982. O artista prestou homenagem ao crítico nesta segunda‑feira, 7, com a mensagem: "Partiu Okky de Souza. Meu irmãozinho de tantas venturas e de nenhuma desventura…".

Em 6 de janeiro de 1988, a carta ao leitor da Veja destacou a agenda intensa de Okky, que aos 35 anos realizou entrevista exclusiva com Tina Turner diretamente dos Estados Unidos, conseguiu acesso a Mick Jagger, cobriu o Menudo em Porto Rico, registrou todos os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e trabalhou ao lado do fotógrafo J. R. Duran na capa da edição.

No início dos anos 2000, foi promovido a editor de Geral, coordenando reportagens sobre ciência, religião, comportamento, meio ambiente e questões urbanas, e encerrou sua passagem pela revista em 2015 como editor‑executivo.

Como escritor, assinou o livro "São Paulo, 450 Anos Luz: A Redescoberta de uma Cidade", projeto de Gilberto Dimenstein publicado pela Editora de Cultura em 2003. A obra recebeu menção honrosa no Prêmio Jabuti de 2004, na categoria Didático e Paradidático de Ensino Fundamental e Médio.

Ele deixa a esposa Elenita, com quem se casou em 2008, uma filha e um enteado.

O velório será realizado na segunda‑feira, 7, no Cemitério da Vila Alpina, em São Paulo, das 14h às 17h, na Avenida Francisco Falconi, 437. Coroas podem ser solicitadas pelo telefone 11 98974‑9428.

A Veja, em declaração da viúva, ressaltou que Okky deixa um grande legado, sendo um dos críticos de música mais eficientes da história do Brasil e reconhecido pela honestidade ímpar em seus textos.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.