Itália: pais são investigados por homicídio culposo após morte de filha de 4 anos não vacinada contra difteria

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 23/08/2026 16:20
Itália: pais são investigados por homicídio culposo após morte de filha de 4 anos não vacinada contra difteria

Foto: via Metrópoles

O Ministério Público de Palermo, na região da Sicília, iniciou investigação por homicídio culposo por omissão contra dois pais após a filha de quatro anos falecer em decorrência de difteria, doença para a qual a vacinação é obrigatória na Itália desde 1939.

A criança não havia recebido a vacina contra difteria, que protege amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, pele e mucosas. A doença é causada por uma bactéria e pode ser grave; a prevenção recomendada pelo Ministério da Saúde brasileiro, por exemplo, está incluída no calendário vacinal do SUS.

Um primo da vítima testou positivo para difteria no sábado, 22 de agosto, e está internado no Hospital Cívico da capital siciliana. Segundo o diretor médico Domenico Cipolla, o menino recebeu as três primeiras doses do esquema vacinal e evolui favoravelmente, sem risco imediato.

Os pais alegaram que não vacinaram os filhos porque, segundo eles, uma vacina teria causado autismo em um membro da família. O Ministério da Saúde reiterou que não há evidência científica que relacione vacinas ao autismo.

Após o óbito, as autoridades sanitárias imunizaram os três irmãos da menina e a Promotoria de Menores de Palermo abriu investigação para apurar o grau de evasão da vacinação obrigatória na zona Expansione Nord (ZEN), bairro periférico da capital. Foi também determinada inspeção urgente em creches e escolas de ensino fundamental para verificar a presença de menores não vacinados.

Historicamente, a Itália registrava cerca de 30 mil casos de difteria infantil e 1.500 mortes por ano no início do século passado. Com a introdução da vacina, o número de infecções caiu drasticamente; entre 1990 e 2009 foram notificados apenas cinco casos. A última morte por difteria no país ocorreu em 1991. A obrigatoriedade da vacina, instituída em 1939, foi reforçada pela Lei Lorenzin de 2017, que incluiu a difteria entre dez vacinas obrigatórias para frequência escolar de menores de 16 anos.

Outras notícias relacionadas à vacinação foram destacadas na mesma página, incluindo caso de raiva no Lago Norte que reforça a importância da vacinação pet no Distrito Federal, e a Anvisa rebatendo fake news sobre vacinas experimentais no Brasil.

Com informacoes de Metrópoles.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.