Inglaterra e País de Gales Retiram Apoio à Reeleição de Gianni Infantino
A Inglaterra e o País de Gales decidiram retirar seu apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa, aumentando a pressão sobre o dirigente suíço. Essa decisão ocorre após a polêmica envolvendo o projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), que foi abandonado devido à forte resistência de federações e confederações. Não é a primeira vez que Infantino enfrenta críticas e pressões, como já mostramos anteriormente, quando a Uefa e a Concacaf expressaram descontentamento com sua gestão.
A Federação de Futebol do País de Gales se tornou o primeiro país a retirar oficialmente seu apoio à reeleição de Infantino, alegando perda de confiança na capacidade do dirigente de comandar o futebol mundial. Em comunicado, a entidade afirmou que as recentes falhas em governança, processos, liderança, valores, relacionamento com as partes interessadas, comunicação e tomada de decisões os levaram à conclusão de que Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer à frente do futebol mundial.
A Federação Inglesa também prepara uma carta para retirar o apoio concedido anteriormente ao suíço, o que aumenta a pressão sobre Infantino às vésperas da eleição marcada para março de 2027 no Marrocos. Para permanecer no cargo, o presidente precisará conquistar a maioria dos votos das 211 associações filiadas à Fifa, o que significa que são necessários 106 votos para garantir a vitória. A principal opositora é a Uefa, que reúne 55 associações nacionais, mas não possui votos suficientes para derrubar sozinha o dirigente suíço.
A Concacaf, que representa América do Norte, América Central e Caribe, também demonstrou insatisfação com a gestão de Infantino e está alinhada com a posição defendida pela Uefa. Seu presidente, Victor Montagliani, avalia inclusive a possibilidade de disputar a presidência da Fifa. Além disso, há uma forte expectativa de que outras federações ligadas à Concacaf retirem seus endossos ao atual mandatário nos próximos meses.
Infantino ainda conta com apoio importante dentro da Confederação Africana de Futebol (CAF) e em alguns países asiáticos, como Catar e Sri Lanka. No entanto, enfrenta resistência dentro da própria estrutura da Fifa, com integrantes da administração avaliando que ele deveria deixar o cargo após a crise desencadeada pela proposta da FFE. O dirigente deve intensificar sua articulação em busca de apoio para a campanha à reeleição, incluindo uma reunião com membros do gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir apoio à sua candidatura.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

