Inflação desacelera e tem a menor alta para julho desde 2023
A prévia da inflação perdeu força e foi de 0,06% em julho, na comparação com a alta de 0,44% registrada em junho, mostram dados divulgados pelo IBGE.
Essa é a menor alta para o mês desde 2023, quando a inflação foi de 0,07%.
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumula uma alta de 4,52% nos últimos 12 meses, perto do teto da meta de 3% do Conselho Monetário Nacional.
A desaceleração do indicador neste mês também foi observada para o período entre agosto de 2025 e julho deste ano, quando a taxa acumulada da prévia da inflação era de 5,3%.
No mesmo período do ano passado, a taxa acumulada da prévia da inflação era de 5,3%.
A prévia da inflação de julho foi influenciada pela queda de 0,66% dos preços relacionados às despesas alimentícias, que é a primeira deflação após oito meses.
A queda de 0,66% dos preços relacionados às despesas alimentícias foi a maior para um único mês desde setembro de 2023, quando os preços caíram 0,77%.
Entre os produtos que registraram deflação neste mês, os destaques ficam por conta do tomate (-19,95%) e da batata-inglesa (-10,03%), que haviam dobrado de preço no primeiro semestre.
Entre os produtos que registraram alta, as mais significativas envolvem a cebola (+7,1%) e o pão-francês (+0,65%).
Preços para comer fora do domicílio ganharam força neste mês, com uma alta de 0,55% em julho, após uma queda de 0,4% em junho.
A alta de 0,55% dos preços para comer fora do domicílio foi puxada pelas variações da refeição, que subiu de 0,39% para 0,66% entre junho e julho.
Tarifas de energia elétrica residenciais ficaram 3,03% mais caras neste mês, com o principal impacto individual da prévia da inflação.
A alta de 3,03% das tarifas de energia elétrica residenciais foi influenciada pela manutenção da bandeira amarela nas contas de luz e pelos reajustes tarifários.
Condições menos favoráveis para a geração de energia motivaram a decisão de manter a bandeira amarela nas contas de luz.
A Aneel justifica que níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de térmicas que possuem custo mais elevado em meio ao período seco, com o volume de chuvas abaixo da média.
Combustíveis ficaram 0,9% mais baratos neste mês de julho, com uma queda generalizada dos líquidos.
A queda de 0,9% dos combustíveis foi influenciada pela queda generalizada dos líquidos, com baixas do etanol (-2,50%), óleo diesel (-1,32%), gás veicular (-0,97%) e gasolina (-0,68%).
Com informacoes de UOL Economia.

