Infantino anuncia Mundial Sub-15 da FIFA com convite aberto a 211 federações
Em reunião realizada no último domingo na República Dominicana, Gianni Infantino, presidente da FIFA, declarou que a entidade promoverá ainda este ano a primeira edição do Mundial Sub-15, destinada a jovens jogadores de futebol de todo o planeta.
O torneio está programado para acontecer entre 22 e 31 de outubro de 2026, tendo como sede o Azerbaijão, conforme informações divulgadas oficialmente pela FIFA.
"Queremos fazer o futebol crescer em cada um dos nossos 211 países no mundo. Alguns, infelizmente, não precisam e não querem que outros cresçam, mas precisamos diminuir essa diferença entre os grandes países e todos os outros", afirmou Infantino durante o encontro.
Segundo o dirigente, trata‑se de uma iniciativa inédita dentro da FIFA, cujo objetivo é reunir jovens de diferentes partes do globo em uma grande celebração do esporte. Todas as 211 federações‑membro foram oficialmente convidadas a participar.
"Estamos aqui com um único trabalho: fazer o futebol crescer em todos os cantos do mundo", reiterou Infantino.
A competição tem potencial para congregar mais de 4 mil jovens atletas, o que a diferencia dos tradicionais torneios de categorias de base pelo número de participantes.
Ao comentar o projeto, Infantino relacionou sua dimensão à necessidade de ampliar as receitas da FIFA, apontando para investimentos provenientes de patrocinadores, emissoras e outras fontes de receita, que seriam direcionados ao desenvolvimento do futebol.
A intenção, segundo o presidente, é que a modalidade esteja presente em diferentes regiões do planeta, reforçando a presença global da FIFA.
A declaração surge em um momento de forte pressão política sobre Infantino desde que assumiu a presidência da entidade. O dirigente enfrentou oposição da UEFA e de outras confederações ao propor a criação de uma empresa privada para gerir os direitos comerciais das principais competições da FIFA, proposta que incluía a participação de investidores privados.
A iniciativa de criar a empresa foi abandonada poucos dias depois, após reação de diversos setores do futebol. A crise gerou pedidos de revisão da liderança de Infantino; a UEFA afirmou ter perdido a confiança no dirigente, enquanto a CONMEBOL declarou apoio ao presidente.
Infantino não entrou em detalhes sobre as críticas recebidas, mas reconheceu o momento de questionamentos e afirmou estar disposto a responder às perguntas da comunidade futebolística.
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Com informacoes de ge.

