Imprensa britânica questiona escolha de árbitro para semifinal da Copa do Mundo
A imprensa britânica questionou a escolha do árbitro norte-americano Ismail Elfath para a semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina, relacionando-o ao craque Lionel Messi. Jornais ingleses destacaram que Elfath atuou na final de 2022 e apitou jogos do Inter Miami, enquanto ex-árbitro criticou a falta de experiência europeia do juiz.
A escolha do americano Ismail Elfath para apitar a semifinal entre Inglaterra e Argentina repercutiu na imprensa britânica. Horas após a confirmação da Fifa, veículos do país passaram a questionar a decisão da entidade e relacionaram o árbitro a Lionel Messi por causa de seu histórico em partidas do craque argentino.
O principal alvo da discussão foi Ismail ter integrado a equipe de arbitragem da final da Copa do Mundo de 2022, na qual a Argentina conquistou seu tricampeonato sobre a França, embora o norte-americano tenha atuado apenas como quarto árbitro naquela decisão. Parte da imprensa inglesa também lembrou que ele apitou diversos jogos do Inter Miami desde a chegada de Messi à MLS.
O Daily Mail publicou uma matéria afirmando que o camisa 10 argentino havia “conseguido o que queria”. O jornal ainda mencionou teorias levantadas por torcedores sobre um suposto favorecimento à Argentina durante o Mundial de 2026. Outro veículo a repercutir a escolha foi o The Sun, que pediu cautela à seleção inglesa diante das artimanhas da Argentina.
O jornal também ouviu o ex-árbitro da Premier League Mark Halsey, que disse ter ficado surpreso com a designação do norte-americano e afirmou que esperava um árbitro mais experiente no futebol europeu para uma semifinal de Copa do Mundo. Ismail Elfath apitou três jogos na Copa do Mundo: Holanda 2 x 2 Japão, Uruguai 0 x 1 Espanha, ambos pela fase de grupos, e a eliminação do Brasil, na derrota por 2 a 1 para a Noruega.
Argentina e Inglaterra se enfrentam nesta quarta-feira, às 16h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, por uma vaga na final da Copa do Mundo de 2026. O confronto reedita uma das rivalidades mais marcantes da história do futebol, 40 anos após o duelo de 1986, eternizado pela “Mão de Deus” de Diego Maradona.
Com informacoes de Globo Esporte.

