Homem que matou namorada em Minas Gerais terá prisão preventiva
Em mais um caso chocante de violência contra a mulher, a Justiça de Minas Gerais decidiu converter em preventiva a prisão em flagrante de André Junio Silva de Carvalho, suspeito de matar a namorada dele, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos. A decisão foi tomada após o juiz Diego Gómez Lourenço considerar a extrema gravidade dos fatos, a violência empregada e as circunstâncias que mostram um elevado grau de frieza e periculosidade do homem.
De acordo com o relato do próprio André, ele teve uma discussão com Stifanie, que o expulsou do apartamento, motivando o ataque que resultou na morte dela. Após estrangulá-la, ele passou a conviver com o corpo, envolvido em dois cobertores, por aproximadamente quatro dias. Para disfarçar o odor da decomposição do corpo de Stifanie e evitar que os vizinhos percebessem a morte, André fazia uso de “Bom Ar” e deixava as janelas do apartamento fechadas.
Além disso, ele utilizou o celular da vítima para se passar por ela em conversa com uma amiga, demonstrando, segundo o juiz, extrema frieza e absoluto desprezo pela vida e pela dignidade da vítima. Essa conduta extrapolou de forma expressiva a gravidade inerente ao tipo penal, justificando a manutenção da custódia cautelar para garantir a ordem pública e interromper a escalada de violência praticada contra a mulher.
Stifanie Ribeiro Firmino Silva foi encontrada morta dentro do próprio apartamento na segunda-feira, 20 de julho, após vizinhos sentirem a falta dela e acionarem a Polícia Militar de Minas Gerais. De acordo com a ocorrência, um vizinho acionou a polícia após notar uma mudança no comportamento de Stifanie, que costumava manter contato frequente por mensagens de áudio, mas passou a responder apenas por texto após o desaparecimento.
André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, se entregou à Polícia Civil na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro São Cristóvão, na região Noroeste de Belo Horizonte, na tarde de terça-feira, 21 de julho, confessando o crime. As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer a motivação e toda a dinâmica do crime, que choca pela violência e pelo descaso com a vida humana.
Com informacoes de Metrópoles.

