Hapvida (HAPV3) recupera fôlego e registra alta de mais de 3% em sessão de volatilidade
Na sessão de terça‑feira, as cotas da Hapvida (HAPV3) lideraram a performance do Ibovespa, subindo 3,50% por volta das 14h (horário de Brasília) e atingindo R$6,81, enquanto o índice avançava 0,09% para 166.927,80 pontos.
A máxima intradiária dos papéis chegou a R$7,07. Não houve divulgação de notícias corporativas que justificassem o movimento; o ganho reflete, segundo o sócio da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani, um ajuste técnico após a queda acentuada nos últimos dias, com investidores enxergando oportunidade de repique e realizando trades táticos de curto prazo.
HAPV3 figura entre as ações mais shorteadas do Ibovespa, com 17,65% do free float alugado – o maior percentual entre os papéis do índice, de acordo com o Bradesco BBI – e registra uma taxa de aluguel de 18,22%, evidenciando a presença significativa de investidores apostando contra a companhia.
Mesmo com a alta de hoje, as ações da operadora acumulam desvalorização de 40,25% ao longo de agosto e de 82,73% nos últimos 12 meses. Na quinta‑feira anterior (13), o valor de mercado da empresa recuou R$1,6 bilhão em reação ao resultado do segundo trimestre de 2026.
No 2T26, a Hapvida apresentou lucro líquido ajustado de R$12,5 milhões, queda de 95,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado foi de R$504,4 milhões, representando redução de 44,3% frente ao 2T25. A taxa de sinistralidade chegou a 75,2%, alta de 1,3 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior.
Os analistas, em consenso, avaliaram o balanço como negativo. O Safra apontou que a companhia ofereceu “pouquíssimos” elementos para sustentar uma tese de recuperação no curto prazo e que a deterioração foi generalizada. O Itaú BBA destacou uma tendência de judicialização pior do que o esperado. O índice MLR, que mede a sinistralidade, avançou 3 pontos percentuais em relação ao trimestre imediatamente anterior, aspecto também ressaltado pelo BTG Pactual.
Em relatório, os analistas observaram que as provisões cíveis e os depósitos judiciais continuaram crescendo ao longo do trimestre, evidenciando a persistência dos desafios operacionais e financeiros. O Bradesco BBI destacou forte pressão nas margens e queima de caixa, afirmando que, embora a reestruturação da carteira deficitária seja um passo importante, o momento operacional ainda inspira cautela.
Como já mostramos em nossa cobertura de 12/08, a queda de 95,8% no lucro do 2T26 foi um dos principais gatilhos da volatilidade recente das ações da Hapvida.
Com informacoes de Money Times.

