Google Proíbe Extensões do Chrome que Burlam IAs
A Google está atualizando as políticas da Chrome Web Store para proibir extensões que permitem burlar IAs, como chatbots. Essa medida visa impedir o uso de ferramentas que modificam o comportamento padrão dos modelos para contornar restrições de uso, como a geração de conteúdos pornográficos ou ajuda no planejamento de ações criminosas.
As novas regras entram em vigor em 1º de agosto e também alcançam outras áreas sensíveis, como coleta excessiva de dados e serviços de previsão financeira. A partir da data, extensões que descumprirem as medidas poderão ser rejeitadas, removidas ou sofrer outras ações de fiscalização pela loja.
O Google tem se esforçado para impedir que complementos do navegador sejam usados como camada intermediária para abuso de plataformas digitais. Como extensões podem acessar páginas, modificar comportamentos e interagir com dados sensíveis, a empresa vem tentando reduzir brechas que possam colocar usuários e serviços em risco.
A atualização também deixa mais rígidas as exigências de privacidade para extensões do Chrome. A loja passa a reforçar que os desenvolvedores só podem coletar, usar ou transmitir dados necessários para a função principal declarada da extensão. Isso significa que uma ferramenta não poderá pedir permissões amplas apenas para “recursos futuros” ou para possibilidades que ainda não foram implementadas.
Além disso, práticas de coleta e uso de dados precisam ser explicadas de forma clara ao usuário. O roubo de dados de usuários através de extensões de navegadores já é uma prática conhecidíssima. Os agentes maliciosos entram na loja com a oferta de serviços que parecem legítimos, como bloqueadores de anúncios e outras ferramentas de segurança digital, que, em segundo plano, rastreiam a atividade.
Em fevereiro, pesquisadores identificaram extensões que se passavam por assistentes de inteligência artificial, mas extraíam conteúdo das páginas utilizadas na navegação. Mercados de previsão também são proibidos, mas o Google ainda permite produtos que apenas simulem esse tipo de experiência, desde que não envolvam dinheiro real, prêmios ou pagamentos de valor financeiro.
Com informacoes de Tecnoblog.

