Globo Cria Plano B para Anúncios de Apostas Esportivas
O Grupo Globo está desenvolvendo um plano B para blindar seus negócios e reestruturar a exibição de anúncios de bets em suas transmissões esportivas e programas de entretenimento. Isso ocorre devido ao avanço desenfreado e às recentes polêmicas envolvendo as propagandas de casas de apostas esportivas, que acenderam o sinal de alerta máximo nos bastidores da emissora.
Diante de uma enxurrada de queixas do público e do risco real de processos, a alta cúpula da Globo trabalha no desenvolvimento de um manual de conduta comercial inédito. O documento já está sob análise rigorosa da diretoria, com o objetivo claro de evitar sanções da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.
A empresa informou que acompanha de perto a evolução das leis para garantir uma comunicação sempre responsável com o telespectador. As principais medidas em discussão incluem a proibição do chamado testemunhal, recurso em que narradores, comentaristas esportivos ou apresentadores de auditório interrompem a programação para falar diretamente ao público e exaltar as vantagens de determinada plataforma.
Outra barreira rígida será imposta aos reality shows da casa, como o Big Brother Brasil. A emissora pretende vetar terminantemente qualquer prova, dinâmica ou ação de conteúdo que envolva marcas de apostas. A meta é eliminar o risco de os órgãos reguladores interpretarem que a Globo está incentivando o vício ou omitindo os riscos financeiros e psicológicos reais da atividade de azar.
A gota d’água para a tomada de atitude da Globo ocorreu durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026. O público na internet iniciou um boicote e passou a criticar duramente os anúncios considerados abusivos nas plataformas parceiras, especialmente na CazéTV. O canal do influenciador Casimiro Miguel foi obrigado a recuar e adotar um padrão conservador após o Conar abrir um processo oficial contra a LiveMode.
O imbróglio escalou rapidamente para a esfera federal. A Senacon instaurou um procedimento oficial de apuração para investigar a Globo, o SBT e a N Sports, todas detentoras dos direitos de transmissão do Mundial. O objetivo é identificar se as empresas cometeram irregularidades mercadológicas ou feriram o Código de Defesa do Consumidor. A ordem nas redes de TV agora é recuar para não perder os contratos de vez.
Com informacoes de RD1.

