Globo anuncia tributo à Glória Menezes após falecimento e relembra décadas de carreira

Por Maria Eduarda Carvalho Lima em Rio Verde, GO 18/08/2026 19:26
Globo anuncia tributo à Glória Menezes após falecimento e relembra décadas de carreira

Foto: Metrópoles

A Rede Globo divulgou na noite de terça‑feira (18/08) o falecimento de Glória Menezes, que morreu de causas naturais em sua residência no Rio de Janeiro, poucas horas antes da publicação.

Nascida em Pelotas (RS) em 19 de outubro de 1934, Nilcedes Soares de Magalhães – nome de batismo formado a partir dos nomes dos pais, Nilo e Mercedes – adotou o nome artístico Glória Menezes e construiu uma trajetória de mais de seis décadas na arte.

Casada com o também ator Tarcísio Meira por 59 anos, a atriz deixou dois filhos do primeiro casamento – Tarcísio Filho, João Paulo e Maria Amélia – além de quatro netos e quatro bisnetos.

Na tarde de quarta‑feira (19/08), a TV Globo exibirá um “Tributo” em homenagem à artista, imediatamente após a “Edição Especial” da novela “Além do Tempo”.

Como já destacamos em nossas matérias anteriores, Glória Menezes recebeu, já em 1959, o prêmio de Atriz Revelação em festival de teatro amador promovido por Antunes Filho e estreou na TV no mesmo ano, na novela “Um Lugar ao Sol”. No palco da peça “Feiticeiras de Salém” conheceu Tarcísio Meira, com quem viria a dividir a maior parte de sua carreira.

Juntos, protagonizaram a primeira novela diária da TV brasileira, “25499 Ocupado”, ao vivo pela TV Excelsior em 1963, e migraram para a Globo em 1967, onde encarnaram personagens em “Sangue e Areia” (Janete Clair). A parceria seguiu em sucessos como “Rosa Rebelde” (1969), “Irmãos Coragem” (1970), “O Homem que Deve Morrer” (1971), “O Semideus” (1973), “Cavalo de Aço” (1973, Walther Negrão), “O Grito” (1975, Jorge Andrade) e “Espelho Mágico” (1977, Lauro César Muniz).

Nos anos subsequentes, Glória participou de “Jogo da Vida” (1981), “Guerra dos Sexos” (1983), “Corpo a Corpo” (1984), “Brega e Chique” (1987) e, em 1988, retornou ao lado do marido no seriado “Tarcísio & Glória”, criado por Daniel Filho, Euclydes Marinho e Antonio Calmon, que inaugurou a coprodução entre os dois. Em “Rainha da Sucata” (1990, Walther Negrão) deu vida à vilã Laurinha Figueiroa, a primeira personagem a cometer suicídio em novela. Seguiram‑se “Deus nos Acuda” (1992), “A Próxima Vítima” (1995), “Torre de Babel” (1998), “O Beijo do Vampiro” (2002), “Senhora do Destino” (2004), “Páginas da Vida” (2006) e “A Favorita” (2008). Seu último papel foi Estelinha Alcântara em “Totalmente Demais” (2015).

Na última semana, no dia 12 de agosto, Glória recebeu uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, representada por Tarcísio Filho, em reconhecimento ao legado que deixa para a dramaturgia nacional. A partida da atriz coincide com o dia da despedida de Laura Cardoso, outra pioneira da TV brasileira, cuja velada ocorreu em São Paulo; ambas iniciaram suas carreiras em “Um Lugar ao Sol” (1959) e apareceram juntas em “Senhora do Destino” (2004).

Com informacoes de Metrópoles.

Maria Eduarda Carvalho Lima

Sobre o Autor: Maria Eduarda Carvalho Lima

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