Gestão Pedrinho investe quase R$ 200 milhões em atacantes e Vasco segue em crise de gols

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 19/08/2026 12:00
Gestão Pedrinho investe quase R$ 200 milhões em atacantes e Vasco segue em crise de gols

Foto: via GE

O Vasco da Gama vive uma profunda crise no setor ofensivo e, apesar de quase R$ 200 milhões terem sido investidos em atacantes sob a gestão de Pedrinho, a equipe ainda não consegue balançar as redes com regularidade.

Desde que assumiu a direção da SAF, Pedrinho contratou 12 jogadores para o ataque. O mais recente, Facundo Colidio, estreou como titular no domingo, na derrota por 3 a 0 para o Santos, e a equipe permanece sem marcar gols há três partidas, ocupando a última posição em gols marcados no Campeonato Brasileiro, com apenas 23 gols, ao lado de Chapecoense e Internacional.

Contratações de 2024: Maxime Domínguez chegou por R$ 12,4 milhões para substituir Adson na ponta direita; Jean David foi adquirido por R$ 8 milhões para atuar na esquerda; Emerson Rodríguez assinou por empréstimo; e Alex Teixeira chegou ao clube sem custo de transferência. Nenhum desses atletas teve destaque em São Januário.

Primeira janela de 2025: o Vasco priorizou as pontas, contratando Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto, com gasto total de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 45,6 milhões na cotação da época). Apenas Nuno Moreira consolidou-se como titular absoluto ao longo da temporada.

Segundo semestre de 2025, sob a direção de Admar Lopes, o clube trouxe o colombiano Andrés Gómez por empréstimo e, no início de 2026, exerceu a cláusula de compra de 4,5 milhões de euros. Gómez foi o caso de maior sucesso entre as contratações, tornando‑se um dos principais jogadores da equipe na reta final do ano passado, embora registre apenas seis gols em 57 partidas, evidenciando deficiência na finalização.

A crise de gols se agravou em 2026 após a saída dos dois principais artilheiros de 2025: Vegetti, contratado antes da chegada de Pedrinho, e Rayan, joia da base, que juntos marcaram 47 gols no ano anterior.

Para suprir as ausências, a diretoria investiu fortemente na primeira janela de 2026, trazendo Brenner (R$ 30,1 milhões), Marino Hinestroza (R$ 26 milhões) e Spinelli (R$ 10,2 milhões). Nenhum desses atacantes conseguiu consolidar‑se como titular no primeiro semestre.

Segundo o diretor de futebol Sergio Santana, a busca por um centroavante tornou‑se prioridade após a lesão de Brenner e o desempenho fraco da equipe nos últimos jogos. Até o momento, o clube contratou o volante Santiago Sosa e o atacante Facundo Colidio, que atua como 9, mas tem melhor desempenho fora da área.

Contra o Santos, a falta de um finalizador eficaz ficou evidente: a equipe criou boas oportunidades, mas não conseguiu transformar chances em gols.

Pedro Emanuel, em entrevista coletiva após a derrota, ressaltou a dificuldade do mercado e a necessidade de qualidade: "Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade. Por calhar essas oportunidades só vão aparecer agora, com os clubes da Europa começando a liberar atletas que não farão parte dos plantéis. Isso é tratado com a diretoria e eles sabem as nossas necessidades. Precisamos urgentemente concretizar as oportunidades que estamos criando."

Um dos nomes em negociação é o equatoriano John Mercado, do Sparta Praga, que demonstrou interesse em vestir a camisa vascaína. A diretoria recebeu uma proposta de cerca de 7 milhões de euros (R$ 42,3 milhões na cotação atual), que foi recusada, mas as tratativas continuam em busca de um desfecho positivo.

Com informacoes de GE.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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