Frente fria deixa chuva e frio no Sudeste e Sul, mas melhora começa a aparecer a partir de 14 de setembro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 15/09/2026 02:20
Frente fria deixa chuva e frio no Sudeste e Sul, mas melhora começa a aparecer a partir de 14 de setembro

Foto: via VEJA

A frente fria que se associou a um ciclone extratropical na costa sul do Brasil provocou uma sequência de dias frios e chuvosos no Sudeste e no Sul, mas a partir desta segunda‑feira, 14 de setembro, os primeiros indícios de mudança começam a aparecer, ainda que de forma gradual e desigual entre os estados.

O sistema se formou quando uma área de baixa pressão ganhou intensidade sobre o Sul do país e o Paraguai a partir de 9 de setembro, culminando na criação de uma frente fria no dia 11. Simultaneamente, um corredor de ar quente e úmido vindo da Amazônia foi direcionado para o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, alimentando a formação de novas áreas de chuva. A frente avançou pelo Paraná e por São Paulo, deixando volumes elevados de precipitação no Centro‑Sul.

No Sudeste, São Paulo concentra a situação mais persistente. Segundo o Climatempo, a chuva frequente deve continuar nesta segunda‑feira, com possibilidade de intensidade moderada a forte em alguns períodos. A tendência é de redução das precipitações a partir de terça‑feira, 15, embora a grande quantidade de nuvens ainda marque a quarta‑feira. Uma melhora mais perceptível, com aberturas de sol, está prevista para quinta‑feira, 17.

O frio, porém, não desaparece junto com a chuva. A massa de ar de origem polar permanece influenciando a costa das regiões Sul e Sudeste, dificultando uma recuperação rápida das temperaturas. Na capital paulista, a Climatempo projeta máximas que não devem superar os 20 °C até quinta‑feira. A tendência para setembro indica temperaturas próximas ou abaixo da média em São Paulo, Rio de Janeiro, centro‑sul de Minas Gerais e nos três estados do Sul.

Em São Paulo, o excesso de umidade mantém o tempo fechado nesta segunda‑feira. A partir de terça‑feira, a chuva diminui, mas o céu continua bastante carregado. Na quarta‑feira, a nebulosidade permanece elevada e somente na quinta‑feira são esperadas aberturas mais consistentes de sol.

No Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e nas demais áreas do leste do Sudeste, a influência da frente fria e da circulação de umidade também mantém maior nebulosidade e temperaturas mais amenas. Conforme o sistema frontal se afasta pelo Atlântico, a tendência é de redução das instabilidades, embora áreas próximas ao litoral possam continuar sentindo os efeitos da entrada de ar úmido marítimo.

No Sul, a etapa mais severa da instabilidade ficou concentrada principalmente entre a semana passada e o fim de semana, quando a formação do ciclone extratropical e da frente fria provocou temporais, chuva volumosa, ventos fortes e risco de granizo. O sistema avançou posteriormente em direção a São Paulo, permitindo uma melhora gradual das condições no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná. Contudo, a previsão do Climatempo para setembro aponta precipitação acima da média em quase toda a Região Sul, especialmente no Paraná.

A combinação de diferentes sistemas explica a longa sequência de tempo instável. A influência do El Niño, o oceano mais aquecido próximo à costa e a maior frequência de sistemas de baixa pressão favorecem novos episódios de instabilidade ao longo do mês.

Mesmo com a redução da chuva, o ar frio de origem polar permanece sobre o centro‑sul do país, mantendo as temperaturas abaixo do que normalmente se espera para setembro em diferentes áreas. Em São Paulo, a recuperação mais clara das temperaturas deve ocorrer depois de quinta‑feira. No Sul, a tendência também é de elevação gradual das máximas conforme a massa de ar frio perde força, embora as manhãs continuem frias, principalmente nas áreas serranas.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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