Fortaleza receberá Base Descentralizada do SUS e Centro de Informação em Saúde e Clima para enfrentar o El Niño
O governo federal apresentou um conjunto de ações voltadas à segurança hídrica, à saúde e ao monitoramento climático, com o objetivo de reduzir os impactos do fenômeno El Niño na região Nordeste.
A rede de monitoramento meteorológico regional será ampliada de 161 para 272 estações até o final do próximo ano, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que registrou um salto de 9 estações em 2023 para 161 em 2026.
Três novas Bases Regionais do Sistema Único de Saúde (SUS) serão instaladas em Salvador (Bahia), Fortaleza (Ceará) e Recife (Pernambuco). Cada base funcionará como um centro logístico de apoio aos demais estados da região em situações de calamidade pública, permitindo o deslocamento de recursos e equipes de saúde durante emergências climáticas.
Fortaleza também será sede de um Centro de Informação em Saúde e Clima (Cisc). O mesmo tipo de centro será criado em Salvador; ao todo, oito cidades brasileiras contarão com o dispositivo, sendo Fortaleza e Salvador as únicas do Nordeste. Os Cisc terão a missão de coletar e analisar dados sobre ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar, servindo como fonte de pesquisa para políticas públicas de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza confirmou a seleção da capital cearense para a implantação do Cisc e informou que a iniciativa está em fase de desenvolvimento, com o objetivo de qualificar o monitoramento dos impactos das mudanças climáticas na saúde e subsidiar as políticas públicas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que “o pior para a saúde é o calor extremo”, ressaltando a necessidade de preparação da rede assistencial para enfrentar calor, fumaça e incêndios.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que “é importante a preparação da rede assistencial especialmente para o calor e fumaça” e que “nossos reservatórios estão em um nível bastante razoável para enfrentar este momento, mas é necessário ter um plano para priorizar usos essenciais em caso de escassez”.
O Ceará concentrará cerca de 30 % do investimento federal destinado ao Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para obras de segurança hídrica no Nordeste, totalizando R$ 3,4 bilhão. Os recursos serão aplicados em projetos como a Barragem Fronteiras, o Cinturão das Águas e a duplicação do Eixão das Águas. O estado receberá quase três vezes mais recursos que o segundo colocado, Pernambuco, que terá R$ 1,2 bilhão.
As obras previstas somam 2.800 km de canais e adutoras, 2,2 milhões de m³ em novos reservatórios, 162 barragens em recuperação e 172 mil cisternas.
O secretário de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Rogério da Veiga, explicou que o aumento das estações meteorológicas visa monitorar a reação das cidades nordestinas ao El Niño, com a expectativa de maior recorrência do fenômeno nos próximos vinte anos.
Em paralelo, foram divulgados outros fatos de interesse público: um cachorro que perseguiu um gato acabou subindo ao telhado e foi resgatado pelos bombeiros; trabalhadores de aplicativos poderão ter acesso a vacinas nas “Paradinhas”; a Jornada Vocacional reuniu 3 mil fiéis em Fortaleza com o objetivo de atrair jovens.
Com informacoes de O POVO.

