Foguete sul-coreano SEBIT cai no mar após erro de rota durante teste suborbital

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 20/08/2026 17:00
Foguete sul-coreano SEBIT cai no mar após erro de rota durante teste suborbital

Foto: via CNN Brasil

O foguete suborbital SEBIT, desenvolvido por empresa sul‑coreana, decolou às 16h30 de Alcântara, Maranhão, e deixou a plataforma normalmente, conforme comunicado da empresa.

Durante o voo, foi detectada uma anomalia que provocou desvio da trajetória planejada. Em resposta, a Força Aérea Brasileira acionou o Sistema de Terminação de Voo, mecanismo usado para interromper missões quando o veículo representa risco por não seguir a rota estabelecida.

Segundo apuração da CNN Brasil, a terminação ocorreu mais cedo que o previsto inicialmente, o que pode indicar problemas no veículo.

Após o acionamento, o foguete caiu dentro de uma zona de segurança marítima previamente determinada, ao largo da costa brasileira. Não houve registro de feridos nem de danos materiais.

A causa exata do desvio ainda não foi identificada. A empresa informou que está analisando os dados coletados – de propulsão, orientação, navegação, controle e rastreamento – para determinar o que provocou a alteração na trajetória.

O SEBIT é um foguete de estágio único equipado com motor híbrido da classe de três toneladas, projetado para transportar cargas de clientes a altitudes de até 100 km. Este foi o primeiro voo de teste do veículo.

Diferente de foguetes destinados a colocar satélites em órbita, o SEBIT foi concebido para missões suborbitais, incluindo testes de tecnologias e pesquisas científicas em condições de alta altitude e microgravidade.

A empresa sul‑coreana planeja lançar dois foguetes ainda neste ano no Maranhão, e o Brasil anunciou novo lançamento de foguete em Alcântara ainda em 2026. A tecnologia nacional de navegação foi validada no foguete mesmo após a explosão.

Uma publicação sobre o teste foi compartilhada por INNOSPACE (@innospacecorp).

Em entrevista à CNN, um general afirmou: “Não tivemos golpe porque Forças Armadas não aderiram”.

Com informacoes de CNN Brasil.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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