FIFA multa a Argentina em R$ 1,6 mi por bandeira das Malvinas, racismo e confusão na final da Copa 2026
O Comitê Disciplinar da FIFA divulgou nesta sexta‑feira (21) as sanções aplicadas à Associação de Futebol da Argentina (AFA) por ocorrências em diferentes partidas da Copa do Mundo 2026, bem como por episódios na partida final.
A entidade mundial determinou à AFA o pagamento de US$ 321 mil, o que equivale a cerca de R$ 1,6 milhão na cotação atual, e estabeleceu que as duas próximas partidas da seleção argentina como mandante terão capacidade de público limitada a 50 % do estádio, com um dos jogos passível de revogação. Destes US$ 321 mil, US$ 100 mil deverão ser destinados a um plano de combate à discriminação no futebol.
Quatro infrações foram apontadas contra a AFA: (i) uso de evento esportivo para manifestação não‑esportiva ao exibir, após a semifinal contra a Inglaterra, uma bandeira que dizia “as Malvinas são da Argentina”; (ii) má conduta da equipe; (iii) cantos e gestos discriminatórios praticados por torcedores argentinos; e (iv) falhas na ordem e segurança durante as partidas.
Além da punição à federação, cinco indivíduos foram sancionados por sua participação na confusão que ocorreu na final. O volante Leandro Paredes, do Boca Juniors, recebeu suspensão de dez partidas e multa de US$ 90 mil. O lateral Nahuel Molina foi punido com sete partidas de suspensão e multa de US$ 90 mil. O atacante Thiago Almada teve suspensão de um jogo e multa de US$ 30 mil. O meio‑campista espanhol Gavi, da Espanha, recebeu suspensão de um jogo e multa de US$ 30 mil. Por fim, Roberto Ayala, integrante da comissão técnica de Lionel Scaloni, foi punido com três partidas de suspensão e multa de US$ 30 mil.
As decisões permanecem passíveis de recurso. Não é a primeira vez que a FIFA enfrenta críticas internas; recentemente, nosso portal cobriu a retirada de apoio ao presidente Gianni Infantino por parte do vice‑presidente da FIFA, Sandor Csanyi, e as duras condenações de figuras como Mats Hummels ao projeto “FIFA Forward Enterprises”.
Com informacoes de UOL Esporte.

