Fifa é Duramente Criticada por Projeto de Investimento Privado
A Fifa foi duramente criticada por seu projeto de investimento privado, conhecido como Fifa Forward Enterprise (FFE), que visa atrair investidores privados e gerar US$ 10 bilhões em receita. O projeto foi anunciado ontem, mas já está gerando polêmica entre as federações europeias e outras entidades do futebol.
Segundo a Fifa, o FFE será uma empresa que gerirá as atividades comerciais da entidade, com a qual pretende acumular a receita de US$ 10 bilhões. A instituição afirmou que manterá o controle exclusivo da FFE por meio de representação majoritária no conselho de administração e terá autoridade exclusiva sobre a governança do futebol, competições, calendário e decisões relacionadas a regulamentos.
No entanto, as federações europeias e outras entidades do futebol estão se opondo ao projeto, argumentando que ele representa uma ameaça ao esporte mais popular do mundo. A União Europeia, liderada pelo comissário europeu Glenn Micallef, afirmou que a comercialização desenfreada do futebol se tornou nociva e que o projeto ameaça o que faz do futebol o esporte mais popular do mundo.
A Uefa, que liderou a crítica ao projeto, afirmou que viu neste projeto 'uma linha que as instituições que governam o futebol nunca deveriam cruzar'. A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, confirmou que as instituições do futebol europeu vão se reunir com urgência para abordar o projeto.
A Federação Inglesa (FA) se declarou 'profundamente preocupada', enquanto a alemã (DFB) considerou que ele representa 'um ataque absoluto contra o futebol'. Também houve reações vindas das Américas e da Ásia, com a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Asiática (AFC) lamentando que o projeto tenha sido divulgado antes mesmo de os membros da Fifa terem sido avisados.
A Fifa promete aos seus membros benefícios econômicos por meio de um novo mecanismo de financiamento: o Programa Fifa Fast Forward (FFFP). Para concretizar este projeto, que ainda precisa ser aprovado pelo Conselho da entidade máxima do futebol, a instituição está trabalhando com o banco J.P. Morgan e o fundo de investimento Thrive Eternal, fundado por Joshua Kushner, irmão de Jared, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O próprio dirigente da Fifa, Infantino, poderia se tornar diretor-geral da FFE, multiplicando seus ganhos pessoais. O anúncio está alinhado ao objetivo de Infantino de 'liberar o potencial comercial' da Fifa. Nesta mesma estratégia se enquadram planos como o aumento do número de seleções participantes na Copa do Mundo para 64, algo que, segundo a Uefa, acrescentaria partidas 'sem interesse'.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

