FIA retira pódio de Gasly no GP de Mônaco e Hadjar assume terceira posição
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) revogou o pódio conquistado por Pierre Gasly no Grande Prêmio de Mônaco de 2026, decisão comunicada nesta sexta‑feira após a audiência realizada pela Corte Internacional de Apelação (ICA) em 25 de agosto, que atendeu ao recurso conjunto da McLaren e da Red Bull.
A Alpine divulgou nota nas redes sociais lamentando a medida, afirmando que o carro #10 não excedeu o limite de velocidade no pit lane em nenhum momento, reconhecendo a decisão do painel de juízes em Paris, mas reiterando sua decepção e reforçando o foco na disputa do campeonato.
Em junho, a reportagem do GE havia antecipado que McLaren e Red Bull pretendiam apelar da reinstalação do pódio de Gasly, concedida pela FIA após a corrida realizada em 7 de junho, vencida por Kimi Antonelli. As duas equipes decidiram recorrer depois que a FIA aceitou o pedido da Alpine e retirou as penalidades aplicadas a Gasly em Monte Carlo.
Na corrida, cinco pilotos foram sancionados com penalidades de cinco segundos por excesso de velocidade nos boxes: Lewis Hamilton, George Russell, Oscar Piastri, Franco Colapinto e Pierre Gasly, que recebeu duas penalizações. Gasly cruzou a linha em terceiro lugar, mas as sanções fizeram com que Isack Hadjar, da Red Bull, herdasse a posição no pódio.
A Alpine solicitou revisão das penalidades dentro do prazo estabelecido pela FIA. A investigação revelou uma imprecisão de 77 centímetros na configuração das zonas de medição dos boxes, o que alterou o cálculo da velocidade média. Em alguns casos, os pilotos ultrapassaram o limite em apenas 0,1 km/h. Após o recálculo, a FIA concluiu que Gasly estava dentro do limite e restituiu o pódio ao piloto francês.
As penalizações dos demais pilotos não foram reconsideradas porque suas equipes não apresentaram pedidos de revisão dentro do prazo. Como consequência, Isack Hadjar perdeu o pódio após a decisão da FIA; a McLaren viu Oscar Piastri cair do quarto para o quinto lugar; e a equipe B da Red Bull, Racing Bulls, teve Liam Lawson e Arvid Lindblad perdendo uma posição cada, descendo para o sexto e sétimo lugares, respectivamente.
A Mercedes chegou a anunciar que pediria a revisão das punições, especialmente a penalidade de cinco segundos e o drive‑through aplicados a George Russell, mas acabou desistindo. Enquanto isso, McLaren e Red Bull mantiveram o recurso na Corte Internacional de Apelação, buscando reverter a decisão que devolveu o pódio a Gasly.
Com informacoes de ge.

