Favoritismos 27: análises, palpites e probabilidades para a 27ª rodada do Brasileirão
Coritiba e Athletico-PR dão início à 27ª rodada do Campeonato Brasileiro nesta sexta-feira, em um cenário marcado pelo histórico de superioridade dos times que jogam em casa, tendência que se repete em seis dos dez jogos da rodada.
Nos últimos 11 duelos entre as duas equipes, o Coritiba soma sete vitórias, três empates e apenas uma vitória do Athletico-PR, evidenciando a força do mando de campo nas pontuações corridas com 20 clubes.
O Grêmio, quando atua como mandante, não perde para o Vasco na Série A desde 2006, acumulando 12 triunfos, dois empates e apenas um revés desde que o Brasileirão adotou o formato de 20 times.
Outros confrontos históricos revelam vantagens claras: Atlético-MG tem ampla superioridade ao receber o Fluminense; Chapecoense domina o Inter; Botafogo supera o Bragantino; e o Flamengo apresenta 13 vitórias, três empates e três triunfos corintianos em 19 partidas contra o Corinthians.
Após a pausa para a Copa do Mundo, a presente edição do Brasileirão tem quebrado antigas "freguesias". O Coritiba, que não vencia o Corinthians como visitante desde 2003, triunfou por 2 a 0; também superou o Cruzeiro fora de casa pela primeira vez desde 2004, com 2 a 1, e derrotou o Santos como visitante, rompendo sequência que durava desde 2011, ao vencer por 3 a 0. Agora, o clube busca evitar que o próprio sucesso se torne um obstáculo.
Em 2026, o Athletico-PR já havia conquistado a primeira vitória fora de casa contra o Santos em Brasileirões, encerrando uma série de 28 confrontos desde 1976.
Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, a coluna Favoritismos oferece análises de cada um dos dez jogos da rodada da Série A. Para acessar o contexto de cada partida, basta clicar nos nomes dos confrontos, como Grêmio × Vasco e Chapecoense × Internacional.
A metodologia utilizada compara o desempenho das equipes nos últimos 60 dias, tanto como mandantes quanto como visitantes, em todas as competições, além dos seis últimos jogos, independentemente do local. Também são avaliados os aspectos defensivos e ofensivos nos jogos aéreos e rasteiros.
Os cálculos que medem a influência de bolas altas e passes rasteiros consideram apenas gols originados em jogadas de construção; gols olímpicos, cobranças de pênaltis e faltas diretas são excluídos da métrica.
As probabilidades estatísticas são fundamentadas no modelo de Gols Esperados (xG), que utiliza 128.769 finalizações registradas pelo Gato Mestre em 5.195 partidas de Brasileirões desde 2013. O modelo leva em conta distância, ângulo, condição de mando, origem da jogada (cruzamento, falta direta ou roubo de bola), parte do corpo utilizada, se o chute foi de primeira, diferença de valor de mercado das equipes, minuto da partida e placar no instante da finalização.
O desempenho individual de cada atleta é comparado à média de sua posição (atacante, meia, volante, lateral ou zagueiro) e avaliado segundo a expectativa de finalização com o "pé bom" (direito para destros, esquerdo para canhotos) e o "pé ruim". Jogadores ambidestros, que chutan em número semelhante com ambos os pés, também são identificados.
Por exemplo, de cada 100 finalizações de meia‑lua, apenas sete resultam em gol, conferindo a esse tipo de chute um xG de aproximadamente 0,07. Cada zona do campo possui uma expectativa distinta de conversão, que aumenta em situações de contra‑ataque devido à menor presença defensiva adversária. A soma desses valores ao longo da partida gera o xG total de cada equipe.
As probabilidades de vitória, empate ou derrota são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi, que aplica modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, composta pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano, e pelo programador Gusthavo Macedo.
Com informacoes de ge.

