Fachin convoca plenário do STF para analisar decisão de Mendonça sobre suposta relação entre Moraes e Vorcaro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou o plenário da Corte para a terça-feira, 15 de setembro, com o objetivo de analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que indica uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na sessão, os ministros deverão avaliar a validade do documento elaborado pela PF a pedido do ministro André Mendonça. O pedido de Mendonça tem sido criticado por alguns colegas da Corte, que alegam que a solicitação para investigar um magistrado foi feita sem a autorização prévia do plenário.
Além da análise do relatório, os ministros irão deliberar sobre um pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria‑Geral da República (PGR) e decidir se a investigação contra Moraes deve ser aberta ou arquivada.
Em manifestação datada de 1º de setembro, a PGR argumentou que André Mendonça não teria legitimidade para requisitar a apuração do destinatário das mensagens do ex‑banqueiro, uma vez que não houve pedido do Ministério Público nem da própria PF. A PGR também ressaltou que a competência para decidir sobre eventual apuração de Moraes pertence ao plenário do STF. A instituição não se pronunciou, entretanto, sobre a possibilidade de as condutas apontadas configurarem indícios de crime.
As conversas entre Vorcaro e interlocutores foram realizadas via aplicativo WhatsApp no período de março de 2024 a agosto de 2025. O celular do proprietário da empresa Master foi apreendido pela PF durante a Operação Compliance Zero.
O relatório da PF foi tornado público na terça‑feira, 1º de setembro, depois que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, retirou o sigilo do documento. Os registros constam em um capítulo dedicado a "outros encontros entre DANIEL VORCARO e ALEXANDRE DE MORAES", inserido em um inquérito policial que investiga as relações e a atuação do banqueiro.
Esta convocação ocorre em meio a outras decisões recentes de Fachin envolvendo André Mendonça, como a suspensão de decisões que afastaram o diretor‑geral da Polícia Federal e a retirada de Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, demonstrando a continuidade da atuação do presidente do STF em questões que envolvem membros do Judiciário e da Polícia Federal.
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Com informacoes de G1 Política.

