Ex-prefeito de Cocal dos Alves volta ao debate eleitoral após jingle de 2016 viralizar

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 26/08/2026 23:00
Ex-prefeito de Cocal dos Alves volta ao debate eleitoral após jingle de 2016 viralizar

Foto: via Congresso em Foco

Osmar de Sousa Vieira, apelidado de Osmarzinho, foi prefeito de Cocal dos Alves, município piauiense com pouco mais de 6 mil habitantes, entre 2017 e 2024, e não concorrerá nas eleições de 2026. Apesar da ausência nas urnas, o ex-prefeito ganhou destaque nacional ao ter um jingle de campanha criado em 2016 retomado nas redes sociais.

Ele chegou ao cargo após vencer a disputa municipal de 2016 contra Ivan (PDT), obtendo 51,73% dos votos válidos contra 48,27% do adversário, com uma margem de apenas 151 votos. Em 2020, Osmarzinho foi reeleito e manteve a administração até o final de 2024.

A família continua presente na política local: o sobrinho Wodson Vieira (PT) foi eleito prefeito de Cocal dos Alves em 2024 com 70,10% dos votos válidos, enquanto o irmão Rubens Vieira (PT), deputado estadual, busca a reeleição à Assembleia Legislativa do Piauí em 2026.

O áudio que ressurgiu tem ritmo de forró e axé e segue um formato de perguntas e respostas que acusam Osmarzinho e membros de sua família. Entre as alegações estão um suposto desvio de R$ 19 milhões da educação, envolvimento em uma morte e em um atropelamento, problemas com a Polícia Federal, posse de arma por um familiar, dívidas pessoais e obras não concluídas. Um trecho famoso pergunta: “Quem pega dinheiro emprestado com o tio e não paga?”, atribuindo a resposta a Osmarzinho. Não há comprovação de que as acusações sejam verídicas.

Separadamente, a gestão de Osmarzinho está sob investigação do Ministério Público Federal. Em 14 de novembro de 2025, o MPF instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na inclusão de matrículas da rede municipal nos sistemas do Inep e do Ministério da Educação, referentes ao ano de 2023. Segundo a apuração, pode ter havido aumento artificial do número de estudantes em tempo integral, o que teria elevado os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) ao município. O inquérito ainda está em fase de investigação e não confirma desvios, tampouco corrobora a alegação de R$ 19 milhões feita no jingle.

Em resposta à nova circulação do áudio, Osmarzinho ingressou com ação judicial. A juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou que a Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, e a ByteDance Brasil, dona do TikTok, removam as publicações indicadas no processo, estabelecendo prazo de 24 horas a partir da intimação e proibindo a reutilização do conteúdo. O descumprimento da ordem acarreta multa diária de R$ 5 mil.

A repercussão nas redes se deu por meio de vídeos, memes e novas versões do jingle, o que levou Osmarzinho a buscar a retirada do material original, enquanto o caso continua sob escrutínio público e jurídico.

Com informacoes de Congresso em Foco.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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