Ex-prefeito de Cocal dos Alves volta ao debate eleitoral após jingle de 2016 viralizar
Osmar de Sousa Vieira, apelidado de Osmarzinho, foi prefeito de Cocal dos Alves, município piauiense com pouco mais de 6 mil habitantes, entre 2017 e 2024, e não concorrerá nas eleições de 2026. Apesar da ausência nas urnas, o ex-prefeito ganhou destaque nacional ao ter um jingle de campanha criado em 2016 retomado nas redes sociais.
Ele chegou ao cargo após vencer a disputa municipal de 2016 contra Ivan (PDT), obtendo 51,73% dos votos válidos contra 48,27% do adversário, com uma margem de apenas 151 votos. Em 2020, Osmarzinho foi reeleito e manteve a administração até o final de 2024.
A família continua presente na política local: o sobrinho Wodson Vieira (PT) foi eleito prefeito de Cocal dos Alves em 2024 com 70,10% dos votos válidos, enquanto o irmão Rubens Vieira (PT), deputado estadual, busca a reeleição à Assembleia Legislativa do Piauí em 2026.
O áudio que ressurgiu tem ritmo de forró e axé e segue um formato de perguntas e respostas que acusam Osmarzinho e membros de sua família. Entre as alegações estão um suposto desvio de R$ 19 milhões da educação, envolvimento em uma morte e em um atropelamento, problemas com a Polícia Federal, posse de arma por um familiar, dívidas pessoais e obras não concluídas. Um trecho famoso pergunta: “Quem pega dinheiro emprestado com o tio e não paga?”, atribuindo a resposta a Osmarzinho. Não há comprovação de que as acusações sejam verídicas.
Separadamente, a gestão de Osmarzinho está sob investigação do Ministério Público Federal. Em 14 de novembro de 2025, o MPF instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na inclusão de matrículas da rede municipal nos sistemas do Inep e do Ministério da Educação, referentes ao ano de 2023. Segundo a apuração, pode ter havido aumento artificial do número de estudantes em tempo integral, o que teria elevado os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) ao município. O inquérito ainda está em fase de investigação e não confirma desvios, tampouco corrobora a alegação de R$ 19 milhões feita no jingle.
Em resposta à nova circulação do áudio, Osmarzinho ingressou com ação judicial. A juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou que a Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, e a ByteDance Brasil, dona do TikTok, removam as publicações indicadas no processo, estabelecendo prazo de 24 horas a partir da intimação e proibindo a reutilização do conteúdo. O descumprimento da ordem acarreta multa diária de R$ 5 mil.
A repercussão nas redes se deu por meio de vídeos, memes e novas versões do jingle, o que levou Osmarzinho a buscar a retirada do material original, enquanto o caso continua sob escrutínio público e jurídico.
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Com informacoes de Congresso em Foco.

