Ex-prefeita de Magé Condenada a Mais de 54 Anos de Prisão por Falsificação de Documentos

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/08/2026 22:00
Ex-prefeita de Magé Condenada a Mais de 54 Anos de Prisão por Falsificação de Documentos

Foto: via G1

A ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, foi condenada a mais de 54 anos de prisão por crimes relacionados à falsificação de documentos judiciais. As sentenças foram proferidas pela Vara Criminal de Magé e tratam da adulteração de peças de ações civis públicas e de improbidade administrativa que envolviam Núbia ou pessoas de sua família.

Os processos envolvem a adulteração de peças em ações civis públicas de improbidade administrativa, onde documentos originais eram retirados e substituídos por versões modificadas. As investigações começaram após um juiz identificar uma decisão com seu nome de quando era estudante de Direito, o que levou à constatação de alterações em processos na Vara Cível de Magé.

A defesa de Núbia negou a autoria dos crimes e pediu absolvição. No entanto, a Justiça concluiu que a autoria criminal ficou comprovada em relação a Núbia. As condenações são de primeira instância e ainda podem ser contestadas por meio de recursos.

Em uma das ações, Núbia foi condenada a 43 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de multa. O processo envolvia três ações civis públicas, de 2014 e 2015, nas quais foram identificadas adulterações em petições iniciais e em uma réplica.

No outro processo, a ex-prefeita recebeu pena de 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, também em regime inicial fechado. O caso trata da falsificação de uma página da petição inicial de uma ação civil pública de 2011.

A Justiça apontou que as alterações tinham como objetivo obter benefícios nos processos judiciais e evitar consequências, inclusive políticas, que poderiam decorrer de uma eventual procedência das ações de improbidade.

Uma perícia realizada pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou a falsidade documental e a fraude gráfica na página analisada, segundo a sentença. As investigações começaram depois que a Justiça e o Ministério Público identificaram problemas em processos que tramitavam na Vara Cível de Magé.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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