Everaldo Revisita Origens e Compartilha História com o Santa Cruz
Everaldo, atacante do Santa Cruz, retornou às suas origens no bairro do Alto do Sol Nascente, em Olinda, para reencontrar familiares, amigos e vizinhos. Ele cresceu em uma família tricolor e sempre sonhou em jogar pelo Santa Cruz. O bairro, localizado a cerca de 12 quilômetros do centro do Recife, é marcado por ruas inclinadas e, em boa parte, sem asfalto.
A família de Everaldo ocupava praticamente toda a vizinhança, com tios, parentes e a residência onde ele passou os primeiros anos de vida. Hoje, parte daquela paisagem mudou devido às determinações da Defesa Civil de Pernambuco, que exigiu a desocupação de algumas casas devido ao risco de deslizamentos provocados pelas chuvas. A família se mudou para outra rua na parte de cima da ladeira, onde o pai de Everaldo mora até hoje.
Um espaço que permanece praticamente igual é a área de terra batida em frente à casa da tia, no alto da ladeira, onde as crianças da comunidade se reúnem para jogar futebol. Foi ali que Everaldo começou a imaginar um futuro que, naquela época, parecia distante. Ele relembra que começou a jogar futebol marcando os gols com dois tijolos e, após evoluir, passou a usar traves de ferro.
Edna, tia de Everaldo, recorda um garoto brincalhão que começou cedo a jogar bola e logo passou a frequentar os treinos do Santa Cruz. Elizabeth, vizinha da família, se diz orgulhosa e relembra momentos dele na infância, destacando que Everaldo era um menino determinado que fazia questão de jogar com os meninos mais velhos.
A paixão pelo Santa Cruz veio de casa, com Everaldo crescendo cercado por uma família tricolor. O pai, torcedor apaixonado pelo clube, foi fundamental na construção da relação do atacante com o Tricolor. Everaldo frequentava o Arruda com o pai e acompanhava de perto o clube que hoje defende. Aos sete anos, foi colocado pelo pai para treinar no Santa Cruz e passou cerca de oito anos entre a escolinha e as categorias de base.
O caminho até os treinamentos fazia parte do esforço da família. O pai levava Everaldo e o irmão de bicicleta até o Arruda, uma jornada que durava 37 minutos, tempo que inspirou o número da camisa do atacante. Por onde passou, Everaldo carregou o 37 na camisa, e agora, no Santa Cruz, o significado é ainda maior, conectando o jogador ao menino que sonhava em ser profissional.
A paixão pelo Santa Cruz não impediu Everaldo de vestir a camisa do principal rival, o Sport, em 2021. A escolha profissional contrariou especialmente o pai, torcedor apaixonado pelo Tricolor. O atacante lembra que o pai não recebeu bem a notícia, guardando a camisa do Sport sem tocá-la, demonstrando seu descontentamento.
Para Everaldo, a passagem pelo rival foi uma decisão profissional, justificada pela oportunidade de ficar perto da família e jogar na Série A. Depois de passar por diferentes clubes e construir uma carreira profissional, Everaldo finalmente voltou ao Santa Cruz, realizando seu sonho de infância e defendendo o clube de seu coração.
Com informacoes de ge.

