EUA suspendem bombardeios ao Irã devido à falta de munição e alvos
A falta de munição e a redução dos estoques de interceptores de defesa antiaérea foram os principais motivos para a interrupção dos bombardeios americanos ao Irã. Segundo estimativas de especialistas, cerca de 1.500 interceptores foram usados desde o início do conflito, deixando um estoque de menos de mil unidades. O presidente Trump negou que a munição seja um problema, mas comandantes militares, como o almirante Bradley Cooper e o general Dan Caine, alertaram sobre o esgotamento da lista de alvos pré-definidos.
Paralelamente, o Pentágono foi criticado por remover temporariamente da contagem oficial de baixas quatro soldados mortos em ataques iranianos recentes. Esses soldados foram posteriormente recolocados em uma nova categoria, denominada 'Operações no Exterior'. A decisão de interromper os bombardeios também foi influenciada pela pressão de Israel, que busca a retomada dos ataques, com o primeiro-ministro Netanyahu programado para visitar Washington na terça-feira.
Enquanto isso, o conflito no Oriente Médio continua a ter implicações globais, com a crise diplomática entre a Argentina e o Brasil em decorrência das declarações do presidente argentino Javier Milei sobre o presidente brasileiro Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Além disso, incêndios florestais na França e na Espanha forçaram a evacuação de mais de 400 mil pessoas, com a etapa final do Tour de France tendo seu percurso reduzido para liberar efetivos de segurança ao combate às chamas.
Outros eventos significativos incluem a decisão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de suspender as eleições no país, o que foi visto como a formalização de um regime sem competição política real. Na Venezuela, o Departamento de Estado americano reiterou que a definição do futuro político do país caberá exclusivamente à população venezuelana. Na Colômbia, o Congresso avalia a segurança para a posse do presidente eleito Abelardo De la Espriella, enquanto nos EUA, a Suprema Corte abriu caminho para o fim do Status de Proteção Temporária para imigrantes, afetando mais de 1 milhão de pessoas.
Com informacoes de UOL Notícias.

