EUA atacam três petroleiros iranianos após disparo de mísseis da Guarda Revolucionária contra navios norte‑americanos
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) publicou nesta manhã uma sequência de imagens que registram a ação militar americana contra três navios-tanque iranianos, ocorrida no sábado, dia 5. Os ataques foram realizados em resposta ao disparo de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) contra duas embarcações da Marinha dos EUA.
Um dos alvos norte‑americanos encontrava‑se próximo à costa da Ilha de Kharg, principal ponto de exportação de petróleo do Irã. O almirante Brad Cooper, chefe do CENTCOM, declarou que a mensagem para a IRGC deve ser clara: "Se vocês atacarem dois dos nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior, destruindo três dos seus".
A agência de notícias iraniana Tasnim informou que quatro mísseis de origem norte‑americana atingiram um dos petroleiros ancorados na área de Kharg. Segundo fontes locais citadas pela Tasnim, não houve vítimas; a tripulação foi evacuada de forma segura.
O próprio CENTCOM confirmou que nenhum membro da equipe dos EUA ficou ferido durante a operação. Até o momento, as autoridades iranianas não emitiram comunicado oficial sobre os acontecimentos.
Esta troca de ataques ocorre após a escalada de tensão registrada na semana anterior, que ameaça aprofundar um conflito iniciado em fevereiro, quando os EUA lançaram ofensivas contra instalações iranianas. O embate tem impactado o abastecimento global de energia e gera críticas internas nos Estados Unidos, sobretudo com as eleições para o Congresso marcadas para novembro.
Em 31 de agosto, o presidente Donald Trump utilizou as redes sociais para publicar um vídeo gerado por inteligência artificial, afirmando que a Ilha de Kharg estava sendo "reduzida a pedacinhos". Autoridades de Teerã prometeram resposta contundente caso o ataque à ilha se concretize.
O Irã ocupa a terceira posição entre os maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e, antes da guerra, exportava cerca de 90% de seu petróleo pela Ilha de Kharg. Os fluxos foram interrompidos desde que os EUA impuseram um bloqueio às exportações iranianas em meados de abril.
Trump, em 11 de junho, manifestou interesse em tomar a Ilha de Kharg, mas, dias depois, afirmou que uma operação militar naquele local ainda não era viável, pouco antes de Teerã e Washington assinarem um acordo provisório visando encerrar as hostilidades.
Um eventual ataque americano a Kharg aumentaria a pressão sobre a indústria petrolífera iraniana e sobre a economia do país, já fragilizada pelo bloqueio naval dos EUA. O bloqueio foi implementado após a Irã fechar efetivamente o Estreito de Ormuz, rota que transportava um quinto do suprimento mundial de petróleo antes do conflito.
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Com informacoes de G1.

