Erika Hilton ajuíza segunda ação contra Ratinho por declarações transfóbicas
Em nova medida judicial, a deputada federal Erika Hilton entrou com ação contra o apresentador Ratinho, alegando que o comunicador praticou atos de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero durante participação em um podcast.
Durante a entrevista, Ratinho questionou a legitimidade da deputada para liderar a Comissão de Defesa da Mulher da Câmara dos Deputados, afirmando que a presidência deveria ser exercida por "uma mulher que tenha útero" e que "só existem dois gêneros: masculino e feminino", ao mesmo tempo em que descreveu a identidade trans como "um ser humano que nasceu com coisas de mulher, mas não é mulher".
Na representação, obtida pela Terra, Hilton requer que o Ministério Público investigue o apresentador pelos crimes previstos na Lei nº 7.716/1989, que tipifica a transfobia e a injúria transfóbica, bem como pelos delitos relacionados à violência política de gênero. A deputada sustenta que a liberdade de expressão não ampara manifestações discriminatórias.
A parlamentar destaca que o episódio não se trata de um caso isolado, pois Ratinho já havia sido alvo de outra medida judicial que resultou na concessão de direito de resposta. Segundo Hilton, a recente declaração intensificou as agressões ao negar explicitamente sua identidade de gênero.
Para Erika Hilton, a continuidade das ofensas públicas, mesmo após decisões judiciais anteriores, demonstra a necessidade de responsabilizar o apresentador para impedir a normalização da violência contra pessoas trans e travestis no debate público.
O apresentador foi procurado pela Terra para comentar o processo, porém não respondeu até o momento da publicação.
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Com informacoes de Terra.

