El Niño mais intenso em décadas ameaça América Latina
O fenômeno climático El Niño, que se formou no Pacífico tropical, está previsto para ser mais intenso em décadas e pode afetar 16 milhões de pessoas na região, elevando preços de alimentos e causando fome.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que o El Niño pode atingir uma intensidade de 2,0 °C na região do Pacífico monitorada pelo fenômeno.
Os países da América Latina já começaram a divulgar informações sobre os impactos que o El Niño pode ter em seus territórios, bem como as medidas que planejam para lidar com eles.
No Brasil, o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN) informou que as temperaturas da água do mar estarão acima do normal durante o trimestre de julho a setembro e que a probabilidade de essa situação continuar "permanece muito alta nos próximos trimestres".
No país com a maior área territorial e população da América Latina, a previsão é de que o El Niño cause seca no norte e leste da Amazônia e episódios de chuvas intensas no sul.
No México, o governo está fortalecendo a comunicação entre as instituições federais, estaduais e locais, revisando as condições de eventuais abrigos temporários necessários e aprimorando seus sistemas de alerta precoce.
No Peru, o governo está mantendo o estado de alerta para o fenômeno e está trabalhando em um plano para mitigar os efeitos do El Niño.
Já na Colômbia, o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (Ideam) detalhou os possíveis impactos do El Niño e alertou para a necessidade de estar ciente do desenvolvimento do fenômeno para tomar as medidas adequadas em tempo hábil.
Além disso, países como a Guatemala, El Salvador e Honduras estão elaborando planos para orientar os agricultores sobre como reduzir o impacto do El Niño em suas plantações.
Com informacoes de CNN Brasil.

