Ejaculação retrógrada: urologista explica causa, efeitos na fertilidade e opções de tratamento
Na ejaculação retrógrada, o sêmen é direcionado para a bexiga em vez de ser expelido pela uretra, embora o orgasmo e o prazer do homem ocorram normalmente. Essa condição pode resultar em uma quantidade de sêmen muito pequena ou aparentemente inexistente.
De acordo com o urologista Raphael Ferreira de Moraes Forjaz, membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), durante a ejaculação normal o colo da bexiga se fecha para impedir que o sêmen retorne ao órgão. Quando esse mecanismo falha, o sêmen acaba indo para a bexiga e, posteriormente, é eliminado naturalmente junto com a urina.
As causas mais frequentes apontadas pelo especialista são o diabetes de longa duração, cirurgias na próstata ou na bexiga, alguns medicamentos e doenças neurológicas que comprometem os nervos responsáveis pela ejaculação. O diabetes, quando mantido descontrolado por muitos anos, pode lesar esses nervos, dificultando o fechamento do colo da bexiga.
Embora a ejaculação retrógrada não represente risco grave à saúde física, seu principal impacto está na fertilidade masculina, já que o sêmen não é depositado na parceira durante a relação sexual. O médico ressalta que a condição não torna o homem infértil, mas pode dificultar a gravidez.
Sobre a diferença entre orgasmo, gozo e ejaculação, o especialista esclarece que a ejaculação retrógrada pode não alterar o prazer sexual, porém a ausência ou diminuição do esperma pode gerar um impacto psicogênico no prazer. Caso haja perda de sensibilidade ou redução do prazer, outras condições podem estar relacionadas.
O tratamento depende da causa subjacente. Em alguns casos, medicamentos podem melhorar o fechamento do colo da bexiga durante a ejaculação, permitindo que o sêmen seja expelido de forma mais convencional. Quando a causa está ligada ao diabetes, o controle rigoroso da glicemia é apontado como medida preventiva importante para reduzir o risco de complicações urológicas, inclusive a ejaculação retrógrada.
Quanto à influência do álcool, o especialista menciona que a ingestão excessiva pode interferir na função ejaculatória, mas não detalha mecanismos específicos. Ele recomenda cautela no consumo de álcool para quem apresenta ou tem risco de desenvolver a condição.
Com informacoes de Gshow.

